quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Decisão de ir para Índia - Parte 2

(Foto: Taj Mahal. 2005 )

Tomar a decisão de viajar durante quase 24 horas de avião, ir para o outro lado mundo, foi muito difícil. Contrariar família, amigos, conhecidos, desconhecidos foi ainda mais. Ninguém queria me apoiar, achavam que eu e meu marido estávamos malucos em abandonar todo o aparato médico que tínhamos em prol de algo desconhecido e em um país considerado miserável e imundo.

Apresentava muitos sintomas da E.M, como formigamentos, fadiga, problemas na visão, dificuldades de locomoção, tremores, nevralgia, rigidez em um dos braços, constipação ...... Impressionante, mas sentia tudo isso junto. Nem sei mais como estava conseguindo viver deste jeito. Mas para o ayurveda, estava com um grande desequilíbrio no dosha Vata, e alguns reflexos no dosha Pitta, já que minha visão estava bem comprometida.

Diante deste quadro, não via muitas expectativas com os médicos aqui no Brasil, resolvi fazer um "teste" e tentar algo novo e diferente, não sabia das reais possibilidades do Ayurveda, se ele previa cura ou não, mas também não estava disposta a me entregar aos remédios alopáticos e à pulsoterapia, já que os efeitos colaterais são enormes e a chance de cura é zero.

Antes de ir para Índia, fiz uma tentativa no Brasil, com especialistas em Ayurveda. Realmente serviu para me dar convicção que funcionava, mas devido à inexperiência, com doenças mais sérias, dos profissionais que naquele momento conhecia, o resultado não foi tão bom quanto poderia.

Chegando lá, me deparei com um autêntico hospital ayurvédico, com suas terapias e medicamentos feitos de maneira precisa, correta e com muita seriedade e que explicarei com mais detalhes nos próximos posts.

Muito conhecimento e paz a todos.

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