terça-feira, 26 de maio de 2009

Yoga e você...


Ilustração: Bortonia
Yoga é indicado pelo Ayurveda, formando um sistema completo de saúde.

Yoga significa união, conexão entre mente, corpo e espírito.

Pela prática regular, percebe-se o aumento da flexibilidade, da capacidade e qualidade respiratória, relaxamento, força, disposição,....

Não estresse seu corpo, sua mente...dê atenção aos seus limites e gradualmente as respostas aparecerão.

Procure professores praticantes, experientes, dedicados, humildes e corretos...só assim poderão ajudá-lo a superar e encontrar o verdadeiro Yoga.

Durante a prática, esqueça... esqueça sua esposa, seu marido, seus filhos, seu trabalho, o trânsito, seus problemas... Lembre-se de você, perceba a si mesmo... Não converse, não sonhe, não se distraia.

Mantenha sua atenção presente, consciente, viva. Aqui e agora.

Desperte, descubra você... Encontre-se. Depare-se com suas limitações...não desista. Encontre facilidades e não apegue-se. Concentre-se, você ainda pode mais!!!

Liberte-se dos medos, das dificuldades, das dores. Sinta as dores, respire...respire bem fundo e relaxe... libere seus sentimentos, entregue-se... Sinta as emoções guardadas em cada parte do seu corpo e relaxe, aceite....

Seu corpo se abre, seus músculos relaxam, sua mente aceita, seu comportamento transforma, sua vida muda...

Paz e saúde a todos...

2 comentários:

Fernanda disse...

Muito bom!! Sens´vel, verdadeiro e as sensações de um verdadeiro praticante.
Parabéns.

Fernanda

JAIRCLOPES disse...

O texto baixo publiquei em meu blog: www.jairclopes.blogspot.com e o deixo aqui a título de comnetário:
Estou lendo o excelente livro “Criação” de Gore Vidal onde autor faz um retrato riquíssimo da sociedade indiana com suas castas, etnias, milhares de deuses e inúmeras religiões, e assisti ao filme ganhador de três Oscars, “Quem quer ser milionário” o qual exibe, com chocante previsibilidade, os contrastes sociais da Índia, nação onde as diferenças entre a maioria miserável e analfabeta e a elites ricas e poderosas, são milenares, aviltantes, astronômicas e sem quaisquer possibilidades de mudança num futuro previsível. O sistema de castas sociais, onde o nascimento determina a impossibilidade de ascensão social; onde o indivíduo só é entendido como pertencente a uma casta a qual ele deve fidelidade absoluta e vitalícia; onde infringir as normas de sua casta significa expulsão e inclusão na casta dos párias ou intocáveis, o que é o mesmo que destituí-lo da condição de ser humano, torna a sociedade indiana a mais ignominiosa e injusta do planeta. Grosso modo, são quatro as castas clássicas: Brâmanes, Xátrias, Vaixás e Sudras, e, uma quinta, os Párias, que são uma espécie de classe de seres abaixo de classificação, mas que, curiosamente, possui suas próprias subcastas. Todas as castas são divididas em subcastas, subsubcastas de tal forma que são discerníveis mais de oito mil subdivisões, o que torna a sociedade indiana de uma complexidade macarrônica. O perverso do sistema é que, como não há mobilidade vertical intercastas, quem nasce pária, por exemplo, não tem qualquer possibilidade de estudar e se tornar médico, engenheiro, professor, técnico em alguma coisa, sua vida estará traçada com rigor numa profissão humilde e mal remunerada que poderá ser carregador de água ou limpador de fossa sanitária, não há escolha. Seus filhos, netos e demais descendentes também estarão destinados à mesma profissão. É claro que lá existem cientistas, prêmios nobéis em medicina, física, matemática e outros luminares, mas, estes são todos das castas Brâmanes ou Xátrias. Não sei e não me interessa extrair alguma ilação proveitosa dessa incrível situação heterodoxa de uma nação tão antiga e que, parece, optou pelo caos como organização social. A Índia já foi colônia inglesa e se tornou independente em 15 de agosto de 1947, separando-se em duas nações diferentes: A República da Índia que ocupava o coração do sub continente e a nova República do Paquistão, a qual foi dividida em dois lados, Ocidental e Oriental, sendo que este se tornaria a nação de Bangladesh. O propósito inicial dessa divisão era que os muçulmanos ficassem no Paquistão e os hindus na Índia, não foi o que aconteceu, houve uma mistureba federal em ambos os países, o que não contribuiu nem um pouco para a harmonia social. O inusitado da situação é que, apesar da salada de etnias, multiplicidade de idiomas, número infinito de deuses e inúmeras religiões com disposições antagônicas, favelas maiores e mais miseráveis do planeta e esse absurdo sistema de castas, a Índia ainda é uma democracia estável e uma potência atômica. Durma-se com um barulho destes. JAIR, Floripa, 10/03/09.