quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Oferendas




Estou preste a voltar para o Brasil. No peito sinto uma satisfacao de rever meus amigos e parentes, mas tambem sinto um aperto no coracao. Ja estou a sentir saudades da India. Afinal ela foi uma MAE para mim, pois me tratou como uma filha. Guardo diversas cenas de carinho e afeto em minha memoria.

Nos ultimos dias na cidade de Nasik fiz uma oferenda no rio Godavari, o rio sagrado da cidade.

Comprei o "kit" oferenda das maos de um jovem rapaz. Havia flores, velas e incensos. Caminhei para a margem do rio e agachei-me. Inexplicavelmente um arrepio correu no meu corpo e uma emocao tomou conta de mim.

Uma senhora que estava atras de mim chamou-me. Virei-me e a vi fazendo o gesto de namaste. Era um lembrete de que deveria reverenciar o rio com o gesto das maos unidas. Voltei-me para o rio e gentilmente coloquei a oferenda sobre as aguas e juntei as maos no gesto de agradecimento a agua, a vida e ao planeta. Em minha mente a palavra namaste surgiu sem esforco.

O ato de oferecer e algo muito especial. Pude sentir. Derramei lagrimas de gratidao. Gratidao por tudo que passei e aprendi. E tambem por poder receber o apoio de voces que me acompanham.

Hoje percebo a importancia do blog, nao saberia guardar tudo que recebi da India sem poder compartilhar. Mas sinto que precisarei de mais tempo e posts para dividir melhor todos os detalhes que vivenciei.

Obrigado por me acompanharem todos estes dias.

Paz e Saude a todos.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Maha Shivaratri











Hoje é feriado na India. Comemora-se o Maha Shivaratri.

Tem como significado "A Noite de Shiva". As cerimônias ocorrem principalmente à noite.

Esta é uma festa em honra ao Senhor Shiva que casou neste dia com Parvati .

Nesta noite diz-se que Shiva fez a Tandava ou a dança primordial da criação, preservação e destruição.

Os devotos vão aos templos fazer oferendas, dão um banho ritual no Lingam com o oa itens traditionais de um puja como leite, agua, frutas, insensos , lamparinas, etc...

Durante toda a noite ficam nos templos rezando e cantando mantras de louvor ao Senhor Shiva. Um deles é conhecido com OM NAMA SHIVAYA.

Namaste a todos

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Meditação Vipassana





Conhecemos em Nasik vários templos, vimos vários pujas, oferendas, pessoas meditando, cantando mantras, rezando, prostando-se aos deuses,....

Tivemos a oportunidade de conhecer o Centro Internacional de Meditação Vipassana em Igatipuri, 40 km de Nasik.

Chamamos um taxi no final da manhã junto de um casal de austríacos que fizemos amizade e pegamos a estrada em direção à Igatipuri.

O ar seco, o vento irritavam minha pele, meus olhos, meu corpo como um todo. A boca ficava seca a cada minuto.

Do lado de fora campos secos, amarelados, sem água, sem árvores...uma vegetação sofrida pelos 6 meses de seca completa e na espera das águas de maio que chegam com as monções.

Uma estrada perigosa, caminhões na contra-mão, carros, rickishaws, vacas, bodes, motos tudo na mesma pista...

Buzinas constantes e fortes para avisar que querem ultrapassar ou para tentar evitar um acidente...

Após 40 minutos, um silêncio profundo, uma limpeza incomum, uma paz permanente, uma seriedade aparente e concreta.

Um lugar de transformação, de encontro, de quebra de egos, conceitos, medos e raivas.
Monges circulando pelos jardins bem cuidados, floridos e limpos... Pessoas comuns em profundo silêncio e dedicação.

Estupas douradas impressionam e relembram experiência passada. São réplicas das estupas budistas que visitei em Myamar.

Uma técnica meditativa simples, profunda e de encontro com o ser.

Com muita rigidez e disciplina mas com efeitos reveladores.

Vipassana significa ver as coisas como realmente são, é uma das mais antigas técnicas de meditação da Índia. Era ensinada na Índia há mais de 2500 anos como um remédio universal para males universais.

Mais informações: http://www.dhamma.org/pt/

Namastê a todos.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Nasik




Desculpem a demora para postar é que meu laptop está com vírus e agora preciso vir em um Cybercafé para escrever.

Saímos da agitada, pulsante e vibrante Mumbai...
Resolvemos vir para Nasik, 180km de Mumbai. Respirar um pouco de ar mais puro e aliviar os ouvidos do intenso barulho de uma grande cidade.

De carros modernos, grandes avenidas, shoppings, poluição, bons restaurantes, multidão...viemos para uma Índia pura, uma Índia verdadeira.

Vacas, milhares de vacas pelas ruas, camelos, sadhus, os homens sagrados da Índia fazem seus rituais nos gaths, milhares de pessoas vendendo legumes, frutas, roupas, pulseiras tudo no chão das ruas, rickshaws por toda parte, templos, dezenas de templos,....

Nashik é uma cidade com fascinantes fortes e exuberantes templos. É uma das cidades do Kumbamela, um local famoso de peregrinação, devocão e espiritualidade.

Templos hindus, budistas, mesquitas muçulmanas, igrejas católicas,..tudo misturado, ao lado, separado, junto, convivendo em harmonia.

Aulas de yoga, cursos de meditação, universidades de Ayurveda, clínicas de naturopatia, tudo para cuidar da saúde da mente, do corpo e da alma.

É também uma das cidades mais industriliazadas do estado do Maharashtra e em progressivo e lento desenvolvimento.

Um lugar perfeito para descansar, respirar e ver uma Índia totalmente pura e verdadeira.

Namaste a todos

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Um pouco mais de Mumbai


Bombaim ou Mumbai é a capital do estado Maharashastra e a maior cidade da Índia, com uma população estimada em dezoito milhões de habitantes.

Várias faces, várias realidades, várias vidas...

Uma cidade de contrastes, cultura e um povo alegre e receptivo.

Uma cidade que não dorme, que vibra, pulsa e cresce rapidamente...

Mumbai é a cidade do consumo, com exclusivas e luxuosas boutiques, mercados, étnicos bazares, lojas tradicionais, comércio de rua,....

Esta cidade é também um centro de uma próspera vida cultural, com um fluxo constante de espectáculos de música, dança e teatro.


É a sede da indústria cinematográfica indiana, conhecida como Bollywood, que produz o maior número de filmes no mundo.

Mumbai é uma cidade para todos os tipos.

Atividades desportivas, boates, bares, teatros, praias e restaurantes.

Templos, mesquitas, yoga, meditação, respiração,....

Construções antigas e novas, ricas e pobres, clássicas e modernas... tudo misturado e no mesmo lugar.

Uma cidade de extremos, de barulho, poluição, alegria e devoção...

Paz e saúde a todos

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Receita de Paneer





O Paneer é um queijo fresco muito usado na culinária indiana. É quebradiço e semi-mole quando cru, e tem uma textura cremosa quando cozido. Tem um sabor suave e funciona bem com muitos alimentos e especiarias.

Para o Ayurveda o paneer oferece nutrição, mas deve ser sempre consumido com especiarias que realçam digestão. Além disso é importante consumi-lo sempre fresco o que facilita o processo digestivo e não sobrecarrega o organismo.

Na culinária indiana existem vários pratos vegetarianos que incluem o paneer, desde receitas com molhos apimentados e saborosos, como com arroz temperado (Pulao) ou em saladas.

Segue então a receita do Paneer. É muito fácil e rápido de fazer.

Ingredientes:

1 litro de leite
Suco de 1 limão
Coloque o leite para ferver e assim que levantar a fervura desligue o fogo. Imediatamente coloque o suco de limão e deixe talhar. Mexa suavemente.

Despeje tudo em pano e esprema para sair o líquido. Deixe escorrer por alguns minutos. Se quiser o queijo bem firme deixe escorrendo o líquido por mais tempo.

Se desejar, adicione sal e conserve na geladeira (máximo 3 dias).

Bom apetite

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Só 2 rupias


Estou me sentindo bem... os efeitos do tratamento estão sendo extremamente benéficos. Já não estou mais tão cansada, mas continuo com um pouco de fraqueza.

Tenho seguido rigorasamente todas as indicações médicas: alimentação adequada, remédios, yoga, etc... Todos os passos a serem tomados após um panchakarma são essenciais para um completo restabelecimento e para a concretização de uma saúde perfeita e equilibrada.

Um fator muito importante é a dieta. Os alimentos corretos, o uso de manteiga clarficada (ghee), o uso de especiarias para promover a digestão e a quantidade adequada para que possa recuperar os quilos perdidos.


E é claro...como estou na Índia, aproveitei para checar meu peso no maior estilo indiano... Na rua mesmo e por apenas 2 rupias...

Paz e saúde a todos

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Índia: uma outra face



Ao andar pelas ruas de Mumbai ou de toda Índia é possível se deparar com cenas, situações, informações inimagináveis.

A cada esquina uma nova experiência, uma nova surpresa, um novo aprendizado...

Tudo nos ensina, emociona, gera alegria, gera desconforto...Traz impaciência, traz apaziguamento...

Transforma, chacoalha nosso ser, nosso ego, nossos desejos, nossa paz, nossa raiva, nosso amor, nossas certezas e incertezas....

Ontem a tarde fui ao cinema... assistir Slumdog Millionaire (Quem quer ser milionário)
Provavelmente já deve estar passando aí no Brasil... e deve ser visto por todos... Fantástico, emocionante, pura Índia, verdadeira Índia...

Conta a história de um garoto que viveu na maior favela de Mumbai e durante sua participação em um programa de TV, sua vida vai sendo desvendada, traçada e revista de maneira espetacular e bela.

E hoje não sei mais o que fazer... ver as crianças indianas dá desespero, agonia, sofrimento... dar esmola, dividir meu lanche, não fazer nada, ignorar, ajudar.... sei lá... é tudo confuso, profundo, paralisador...

Muito próximo....assistir o filme aqui... sair nas ruas e ver a mesma favela, a mesma cidade, a mesma cultura, a mesma esperança, o mesmo sofrimento, as mesmas possibilidades...

Namastê a todos.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Para pensar....





Uma Índia de sonhos, desejos e fantasias...

Uma Índia de riquezas, de pobrezas, de cultura....

Uma Índia de sabores, de aromas e alegrias...

Uma Índia de miséria, de trabalho, e devoção...

Uma Índia de conhecimento, de caráter, e sofrimento...

Uma Índia de sentidos, de tristezas, e personalidade...

Uma Índia de fome, de luxo, de medo e vaidade...

Uma Índia para todos, para um, para mim, para você....


sábado, 7 de fevereiro de 2009

Yoga e Ayurveda

Com as orientações do professores de yoga aqui na Índia fica mais claro por onde devo trilhar a prática de yoga para restabelecer minha saúde, e quais foram os caminhos do estresse que me levaram a abalar meu sistema nervoso.
A chave de minha recuperação passa por asanas restaurativos, que o método Iyengar sabe muito bem aplicar. A ajuda de suportes ou props, como chamam, é fundamental para permitir o corpo relaxar..
Abaixo segue uma parte da última publicação que aborda os 90 anos do mestre de yoga B.K.S. Iyengar, onde ele explica o motivo da fadiga física e mental, que para mim é muito comum e fácil de se identificar nas pessoas com E.M.
"A mente é fluida e o corpo é sólido. Sendo a mente fluida as suas flutuações trazem o medo de executar na vida. Este é um fenomeno natural, mas a alma, o espírito ou se prefirir o atma que nos habita tem que ser trazido para a superfície.

O "eu" nao existe apenas para a manter a mente sob controle, mas também para ensinar a sairmos da compulsões criadas com o tempo. Temos de estar acima da mente e construirmos uma maneira de pensar para alcançarmos a mobilidade última do corpo.

A fadiga mental é experenciada principalmente quando o cérebro e os nervos ficam cansados. O excessivo uso do cérebro, nervos e dos sentidos da percepção, principalmnte dos olhos e dos ouvidos, causam a fadiga mental.

Por um outro lado, a fadiga física é sentida principalmente no corpo estrutural. Quando trabalhamos excessivamente o sistema neuro-muscular, este começa a ser afetado, causando o sofrimento dos nervos.

E obviamente o cérebro não responde mais ao funcionamento motor do corpo. Desta forma acaba por afetar o funcionamento mental tal como o ato de pensar e o nosso discernimento.

Deixe-me referir ao ayurveda aqui, o qual se refere à degeneração dos três humores ou doshas no corpo.

A degeneração ocorre quando existe tanto excesso como perda desses doshas. Se um dosha está desequilibrado, os outros dois também serão abalados.

O Vayu ou o Vata é basicamente o sistema nervoso. O demasiado esforço, um choque ou medos e todos os distúrbios que afetam a mente causam a perda da força do sistema nervoso.

O embotamento, a languidez, o excesso de sono, a preocupação, a inquietação, a falta de alegria, a pouca fala ou sua perda, etc. podem ocorrer quando se dá a perda de Vayu.

Por outro lado, quando há excesso de Vayu, a pessoa sentirá tremores pelo corpo, membros vacilantes com vibrações internas, insônia e diminuição da força física.

Em outras palavras, toda vez que ocorre perda ou excesso de vata, pitta ou kapha isto afeta a princípio o corpo e mais tarde a mente.

De modo similar, se a fadiga corporal é permitida a se prorrogar, ou seja, não descansamos, isto no levará para a fadiga mental.

A primeira indicação do aumento da fadiga é sentido nos nervos. Quando ocorre a fadiga mental ela é sentida na parte detrás do cérebro e asanas restaurativos são extremamente indicados".
Trecho retirado da publicação periódica do Yoga Rahasya por B.K.S Iyengar em Janeiro de 2009.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Oferendas aos deuses



Vendedora de oferendas na beira do Rio Ganges.

Além de descansar e recuperar minhas forças vim para Mumbai fazer aulas de yoga numa classe especial para pessoas com problemas de saúde, a medical class.

Cheguei cedo no Instituto de Yoga do mestre B.K.S. Iyengar e pude presenciar o professor em frente do altar da sala práticas, fazendo oferendas a uma pequena estátua de Ganesha, o deus elefante.

É impressionante como antes de qualquer atividade os indianos fazem oferendas aos deuses. Nestes rituais diários são utilizados e reverenciados os cinco elementos da natureza. Para eles estes elementos constituem tudo que existe no mundo material (Terra, Água, Fogo, Ar e Éter).

Cada elemento possui sua representação na oferenda. Quando se está perto de um rio sagrado como o Ganges, a oferenda é colocada nas margens do rio para que a água carregue-a e gere os efeitos pretendidos, ou seja, para que os pedidos sejam realizados. Portanto, nesta ocasião, onde se está oferecendo os elementos da natureza num rio, o elemento água é representado pelo próprio rio. As folhas que formam o barquinho que carregará a oferenda juntamente com as flores que são postas sobre elas simbolizam o elemento Terra . Dentro do barquinho de folhas encontra-se uma pedrinha de cânfora que é combustível e fica acessa mantendo uma chama viva, e assim o elemento Fogo se expressa. O Ar é representado pelo incenso que exala seu perfume dentro da oferenda. E por fim, o Éter, que é representado pelo som, surge com os mantras, palavras sagradas, proferidos pela pessoa que realiza o rito.

Ano passado meu marido esteve em Rishikesh e comprou uma oferenda da indiana da foto acima. E realizou o ritual de colocá-la no Rio Ganges. Seu pedido foi para que eu encontra-se minha saúde de volta. E após um ano, aqui estou de volta à Índia dando continuidade a minha recuperação. Não sei dizer se as oferendas indianas realmente funcionam ou se são um tabu. Mas o fato é que sinto que estou encontrando minha saúde de volta.

Namastê a todos.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sapatos indianos




Conhecidos como Khussa, as sapatilhas indianas são geralmente rasteirinhas, mas existem alguns modelos com salto baixo. São feitas de tecido ou couro trabalhado, com bordados de contas e paetês, todos combinando com a cor do sapato.

É um modelo fácil de achar em de lojas sapatos e principalmente nas barraquinhas das ruas do Colaba. Mas é preciso ter bastante cuidado ao usar e lavar, pois os bordados tendem a se soltar com facilidade, mas é claro ,se comprarmos nas lojas mais caras e especializadas a durabilidade e a qualidades são bem maiores. Na primeira vez que vim à India comprei dois modelos desses e estão inteiros até hoje, pois comprei em um dos shoppings centers de Mumbai que possui excelentes lojas.
Os modelos que me mais agradam são as sandálias rasteirinhas, pois tem maior durabilidade e são mais fácies de combinaram, sem deixar o visual muito carregado. Mas deve se tomar cuidado ao comprá-las já que muitas são costuradas na sola e se desmancham em poucas semanas.


Há milhares de modelos e preços. Com salto ou sem salto, com muito bordado ou sem nada, e os preços são muito baixos. Os modelos da primeira foto são vendidos no Colaba em Mumbai por 350,00 rupias ,ou seja, 18 reais. Mas é possível pagar menos, se formos aos bairros mais afastados da área turística.

Paz e conhecimento a todos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Culinária indiana - Palak Paneer

A culinária indiana é rica de sabores e variedades. Em cada estado, cada região você encontra pratos típicos bem diferentes e apimentados.

A maioria dos indianos são vegetarianos, mas uma grande parte da população consome peixe, devido a sua longa extensão costeira. E os indianos de religião mulçumana são carnívoros como nós brasileiros.

A comida é uma parte importante da cultura indiana, e tem valor tanto na vida diária quanto nos festivais. A maioria das refeições na Índia consiste em 2 ou 3 pratos principais com opções de molhos variados como chutneys (condimento de sabor agridoce, picante ou uma mistura dos dois) e picles, todos acompanhados de arroz e chapati (pão).

Um dos pratos mais fáceis de se pedir em restaurantes para os ocidentais que ainda não estão acostumados com o tempero indiano é o Palak Paneer. Palak significa espinafre e panner queijo ricota. Ele tem poucos condimentos e geralmente você encontra nos restaurantes de todo o país.

Segue então a receita para vocês testarem um pouco da comida indiana e satisfazer aos inúmeros e-mails que a solicitaram.

RECEITA DE PALAK PANEER
Ingredientes

250g de espinafre

1 cebola roxa em cubos

1 xic de tomates cortado em pedaços pequenos

1 colher de sopa de ghee (manteiga clarificada)

1/2 colher de chá de gengibre ralado

1/2 colher de chá de açafrão da terra

1/2 colher de chá de cominho em grão

1/2 colher de chá de páprica picante

2 pimentas dedo-de-moça

250g de panner ou queijo ricota cortado em cubos

4 colheres de sopa de creme de leite fresco

Sal a gosto.

Lave o espinafre, coloque em uma panela com pouca água e sal e deixe cozinhar por cerca de 8 minutos. Remova do fogo e deixe esfriar.
Esquente o ghee, adicione na seguinte ordem: o gengibre, a pimenta e a cebola, refogue até a cebola dourar.
Coloque o cominho, a páprica picante, o açafrão da terra, o sal e misture bem adicionando o tomate. Deixe cozinhar por 5 minutos.
Retire do fogo e coloque o molho e o espinafre no liquidificador. bata tudo até formar uma pasta.
Coloque no fogo novamente por 2 minutos e adicione o creme de leite fresco e o panner (ou a ricota). Desligue o fogo e sirva em seguida.
O ideal é servir com arroz branco ou chapati.

Paz e conhecimento a todos.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Um bom restaurante



Na minha primeira viagem à Índia tive bastante receio de fazer minhas refeições na rua. Procurava sempre comer nos hotéis, já que as pessoas diziam ser periogoso e arriscado tentar um restaurante desconhecido.

Depois que você passa a conhecer melhor o lugar, recebe indicações, tudo começa a ficar mais simples e principalmente saboroso.

Em uma das viagens que meu marido fez para Mumbai, descobriu um restaurante muito simpático e limpo. Ele testou a comida e nada aconteceu...ufa!!! Ainda bem!!! Assim, resolveu me levar para comer lá.

Temos ido lá em todas as refeições, pois a comida é fantástica. Tem um sabor maravilhoso ... A cada dia testamos um prato diferente. É um restaurante vegetariano, com comidas indianas, chinesas e alguns lanches rápidos como hamburger vegetariano e sanduíches de queijo e tomate.
O preço também é muito bom... dá para se fazer uma boa refeição para duas pessoas com aproximadamente 280,00 rupias, ou seja, 15 reais. Claro que você também pode comer por 120 reais em restaurantes mais luxuosos, mas dificilmente o sabor será melhor, talvez igual.

Caso alguém tenha interesse de vir a Mumbai ou já está de viagem planejada, não deixe de ir lá. O restaurante por fora não parece grande coisa, como tudo na Índia. As vezes entramos por uma portinha empoeirada para descobrir um mundo completamente diferente do lado de dentro.
O restaurante SHUBH SAGAR fica no Colaba (bairro do Gate of Índia), na rua Mistry Chambers, perto do cinema Strand.

Na primeira refeição que fizemos pude assistir um cena inspiradora. Era o final da tarde e o dono do restaurante se preparava para abrir os negócio para o público que viria jantar.
Escolhemos uma mesa perto do caixa, onde ficava o proprietário e seu altar religioso. Em determinado momento todos os garçons viraram-se para o altar e o dono passou a proferir um canto religioso num tom ritimado, baixo e suave, enquanto segurava em uma das mãos um maço de incensos acessos. Retirou de uma sacola colares e pétalas de flores para decorar seu altar. Depois dirigiu-se para outra extremidade do restaurante, onde havia uma estátua dourada de Ganesha, o deus da proteção dos negócios e da prosperidade. Fez uma reverência decorando-o com flores.

Tudo isso acontecia, enquanto a fumaça dos incensos emanava um perfume delicado no ambiente.

Paz e saúde a todos.