quinta-feira, 28 de julho de 2011

Compartilhando a vida....

Obrigada Carol e Juliana.. uma bela reportagem e fotos belíssimas...

Obrigada pelo carinho e pela oportunidade de compartilhar esta minha experiência...

É natural, meu caro!

Publicado em 22 julho 2011

Tags: vegetariano

Em a Fisiologia do Gosto, o gastrônomo Brillat-Savarin introduziu seus estudos com vinte aforismos, os quais definiu como “princípios básicos e base eterna à ciência”. A quarta orientação é elementar para descrever o cenário contemporâneo: “Dize-me o que comes e te direi quem és”. Em meio à profusão de informações sobre alimentação, epidemias de obesidade, transtornos alimentares, crises ambientais e insegurança alimentar, a sociedade reflete o que a sustentou nos últimos anos: uma fome insaciável pela padronização do gosto e industrialização do modo de comer.

O filósofo francês Gilles Lipovetsky, em entrevista ao Informativo Malagueta, destacou que “antes, não se fazia perguntas para comer. Hoje, há uma obsessão pela longevidade. São muitos questionamentos para alimentar o corpo”. O interesse em tendências naturais vem crescendo no Brasil. Segundo pesquisa do Ibope, realizada entre agosto de 2009 e julho de 2010, 9% dos entrevistados eram vegetarianos. A Escola Superior de Propaganda e Marketing publicou um estudo no final de 2010, onde contabilizou 4% de vegetarianos entre jovens de São Paulo e Rio, das classes A, B e C. Nos Estados Unidos, um em cada cinco universitários já aboliu a carne.

O desejo do brasileiro em alimentar-se corretamente está em pauta na sétima edição da Feira Internacional de Alimentação Saudável, Produtos Naturais e Saúde, a Natural Tech. Até o dia 24 de julho, em São Paulo, a programação inclui o quarto seminário de Alimentação Ética, Saudável e Sustentável; e o Festival de Cozinha Vegetariana, organizado pela Sociedade Vegetariana Brasileira. De acordo com a empresa de pesquisa Euromonitor, o mercado de alimentos e bebidas ligados a saúde e ao bem-estar movimentará no Brasil R$ 33 bilhões em três anos, ante R$ 23 bilhões em 2009.

“O potencial de negócios é grande e pouco explorado, pois além dos interessados em qualidade de vida, existem nichos de produtos orgânicos e para vegetarianos, veganos, alérgicos e intolerantes”, diz Lúcia Cristina de Buone, gerente de Negócios da Francal Feiras, que promove a Natural Tech.

Comer bem não é simples

O incentivo para mudar os hábitos à mesa é mais eficiente quando parte de uma experiência pessoal. Aderir a uma determinada vertente, diante de tantos estímulos e facilidades da indústria, é preciso tocar diretamente o corpo. Foi o que aconteceu há seis anos com a culinarista e terapeuta Ayurveda Laura Pires. No ano de 2005, a então assistente de arquitetura acordou sem a visão lateral, parte da coordenação motora comprometida e sem a sensibilidade dos movimentos. Com o diagnóstico de Esclerose Múltipla (EM), Laura decidiu buscar a medicina alternativa.

“Passei 21 dias internada em um hospital de medicina Ayurveda e voltei para o Brasil enxergando. Depois de um ano e meio recuperei os movimentos”, conta. Seu aprendizado nesse período foi entender que precisava ter uma alimentação adequada para prevenir e curar doenças. Antes da Esclerose, ela julgava ter uma boa dieta, pois era ovolactovegetariana desde os 19 anos. “Achava que era saudável porque comia soja e arroz integral. Nunca gostei de cozinhar porque só comia em restaurante”, diz.

Com um regime alimentar restrito, baseado nos princípios da Ayurveda (ciência da longevidade), encarou outras mudanças na sua rotina. A primeira delas foi aventurar-se na cozinha. “Para sobreviver, tive que aprender a cozinhar, mas tem que aprimorar o cardápio para não ficar cansativo e desestimulante. Ou eu seguia as orientações; ou voltaria a ter os sintomas”, afirma. Ela destaca que a sua dieta é restrita devido à patologia que sofreu, entretanto quem previne no dia a dia não precisa ter tantas restrições.

No depoimento de Laura, de 30 anos, a experiência a motivou a compartilhar o prazer de comer bem, de maneira funcional, preventiva e até curativa. Depois de formar-se em terapeuta Ayurvédica, ela seguiu novamente para a Índia. Lá, cursou nutrição e culinária. A moça não só aprendeu a preparar seu próprio alimento como dá aulas de culinária na escola Mise en Place, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Também desenvolve consultas individuais em terapia alimentar e nutricional ayurvédica.

Para ler a matéria completa:

http://www.malaguetacomunicacao.com.br/2011/07/e-natural-meu-caro/



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