sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Relatos passados... (minha chegada na Índia)




São poucas horas por aqui e a Índia sempre trazendo aprendizados, sentimentos, experiencias... Digo talvez que possamos perceber de verdade a presença de Deus em cada momento em cada situação que acontece.
Não que isso não aconteça no dia a dia, mas vejo o quanto ainda vivo inebriada e e controlada pela grande Maya.
Talvez se me permitisse uma férias no meu país, eu talvez pudesse perceber isso tudo, mas aqui o ar, a religião, as pessoas, a vida em si, nos permite enxergar e vivenciar melhor isso tudo.
Situações corriqueiras e simples, para uma viajante já acostumada com Índia, mas eu cada vez me surpreendo mais e revejo cada detalhe.
Agora aqui , no no hotel de Mumbai, um filme passa na minha cabeça.
Da minha primeira vez que estive aqui e agora. Quanta coisa mudou... na Índia e na minha própria vida.
São muitas transformações. São muito sentimentos. Alguns bem confusos, outros muito claros.
A chegada no aeroporto depois de muitas horas de voo me deixou exausta e bastante impaciente.
Foi tudo muito rápido.
A chegada no aeroporto, depois de horas congelantes em Londres, uma bafo um calor quase que insuportável penetrava e entranhava meus poros.

As milhares de roupas tiveram que ser removidas rapidamente quase num surto desesperador. Com cuidado, diminui a quantidade de roupas , mas não menos a proteção do corpo, como o peito e o tornozelo.

O bom humor da funcionaria da alfândega, causou estranheza, geralmente eram mais rigorosos e já tive sérios problemas... era sinal, talvez que a viagem começaria bem... pois em viagens passadas, a simples entrada no pais, com muita dificuldade, mostrava o quão problemática ou transformadora seria aquela permanência, e hoje entendo cada detalhe e sinal..

Depois de pegar as malas, trocar dinheiro... parece que ficamos ricos na Índia... eheh . 1 único dólar são cerca de 50 rupias hoje e isso significa em meios práticos, uma refeição completa no hospital!!!! As taxas no aeroporto são sempre melhores,e , procuro sempre trocar o dinheiro por aqui.
Me dirigi ao guichê do taxi pré-pago, que é considerado seguro, e pela primeira vez em 6 anos... nenhuma fila, nenhuma confusão, nada absolutamente... claro que atendente... tirou a nota, com um valor de 420 rupias e me cobrou 450... perguntei porque a diferença e ela se fez de desentendida... não tinha dinheiro trocado, dei uma nota de 500 rupias e ela me devolveu apenas 50... questionei mais uma vez, e ela apenas falou !! vá, vá.. procure o taxi lá fora”

Era o início da Índia... please give me rupias, give me rupias...
Sai pela porta e uma multidão de indianos, esperando outras pessoas, outras apenas ali…sem fazer nada…apenas olhando que chega. Me dirigi ao estacionamento dos taxi pre-pagos com minhas duas malas... uma gigante, quase do meu tamanho...nem tão gigante sim!! :) mas por estarem vazias, fáceis de carregar... mas com uma passe de magica, milhares de indianos, me cercaram , e cada um foi puxando as minhas malas, falei que não precisa de ajuda... mas de nada adiantou. As malas se foram na minha sempre e o papel com o numero do taxi que estava nas minhas mãos, já tinha passado de mão em mão, e um dos tantos indianos, acenava para que o visse e seguisse... quando acharam o carro que eu ia, colocaram rapidamente as malas em cima do carro e chamaram o motorista.

Antes mesmo de chegar perto do carro, os indianos carregadores já pediam dinheiro. Please give pounds, give pounds!!!
Por um momento fiquei confusa... mas era isso mesmo... ia vinha de um voo de Londres e eles sabiam e queriam pounds e não rupias!!! Comecei a rir, e perguntei você quer pounds? É isso mesmo?
Sim, senhora.. rupias não valem nada. Queremos muitos pounds...
Eu falei que era brasileira e no brasil não tinha poudns, ofereci uma moeda de 1 real.. ele disse: isso não vale nada .. queremos pounds.. 3, 4 pounds...

3 pounds? Isso em reais é cerca de 12 reais...
Enquanto isso eu ia sentando no taxi, eles seguravam a porta, para não deixar o taxista partir e eu ir embora sem dar as moedas.
Peguei algumas moedas de rupias, e algumas notas , cerca de 40 rupias, para cada um  e entreguei a eles. Eles não quiserem.. “ pode ficar com essas rupias... não da para nada... vá embora senhora... queremos pounds!!! Nos vamos la buscar outras passageiros... você já conhece bem aqui , né??
Boa viagem!!! Que Lord Krishna te proteja..
:)
Pois eh.... eu não dei os pounds, que eles queriam, mas sorri, conversei , e eles surpreenderam –me.. como sempre.. mesmo tendo negado o pedido deles, eles foram amáveis e ainda me proferiram palavras de proteção...

O motorista então, arrancou o carro e partimos em direção ao sul de Mumbai... muito calor, trânsito, muita poluição... mas belos e sinceros sorrisos, e olhares cruzam-me a cada minuto... me trazem alegria, conforto, felicidade, e muita paz....

Eram os primeiros minutos na minha nova jornada Índia....

Saúde e muita paz..
Laura

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mais um dia de tratamento no Hospital na Índia


Já estou ha mais uma semana no hospital.  Minha rotina esta bem tranquila.
Acordo cerca de 6h da manha, não porque eu preciso, mas porque meu quarto é exatamente encima da cantina, e neste horário eles ligam o exaustor e começam a barulheira das panelas.
É impossível ficar deitada e dormindo... aproveito então para dar uma caminhada no jardim e curtir o frio da manha, por neste horário a temperatura esta por volta dos 15º C.  Faz bem frio na madrugada, mas durante dia o calor vem com força e qualquer caminhada na rua por mais de 10 minutos, faz o corpo de qualquer um transpirar muito... a umidade aqui é de cerca de 80% e os Pittas aqui sofrem bastante. Ficam pingando o dia todo.  Eu como uma Vata Pitta, se não me expuser a rua, fico tranquila no meu quarto curtindo o meu ventilador...
E cerca de 4 x na semana temos aula de Yoga neste horário e substituo a caminhada pela pratica de yoga restaurativa...

Depois, vou para cantina tomar meu café da manha, que geralmente é composto por um chai e Idli.  Costumo pedir sem Sambar e sem chutney, pois comer molho de tomate com abobora e pimenta já no café da manha, não cai muito bem para mim.  Os funcionários da cantina ficam intrigados como consigo comer os bolinhos de lentilha e arroz fermentados puros... eu que não consigo me encher de pimentas as 8h da manha.
Depois volto para meu quarto e fico a espera da visita da equipe medica. Deitada, lendo, relendo, ... me viro para um lado, para outro... cochilo novamente... quanto mais eu durmo, mas sono eu tenho... é bom não ter nada para fazer...ou melhor.. eu tento não fazer nada...
Por volta das 10h, já com dor no corpo de estar deitada costumo ir para o quarto de alguns amigos pacientes, ficar olhando os procedimentos serem feitos e claro fazendo mil perguntas para as enfermeiras... é ... e lá estou eu processando mais informação...  quando não vou ver os meus amigos, me divirto na biblioteca... ahh. Adoro cheiro de livros, e ainda mas uma biblioteca com textos védicos é uma benção...
As 12h em ponto vou para cantina e posso saborear meu delicioso Patient Meal!!...  é  “ o bandejão do paciente” .   a comida é farta e saborosa. Posso repetir o quanto quiser.
Geralmente é composto por um curd com açafrão da terra, um pickles bem acido de lima, arroz basmati, 2 chapatis, uma porção de feijão moyashi com alguns legumes.. uma porção de legumes com coco ralado e especiarias e outros vegetais refogados com coco e bastante especiarias.
É o momento também de encontrar pacientes, conversar, ver como todos estão e se distrair um pouco.
Depois volto para meu quarto e fico a espera da minha massagem que começas as 14h.  e por 1 hora, as mãos fortes, das 4 enfermeiras banham meu corpo com óleo bem quente.  Meu corpo mergulhado, vai aos poucos sendo sedado, a mente confusa com óleo quente pingando na testa... e cada minuto, o corpo, a mente vao se entregando ao calor, a suavidade do óleo e as manobras intensas e fortes de cada massagista.
Ao terminar a massagem, as enfermeiras ajudam a tirar o excesso de óleo do meu corpo, com pequenos paninhos, e me enrolo em uma toalha e volto para meu quarto.
Permaneço ainda deitada e coberta de óleo por mais uma hora, e muitas vezes adormeço.
Um banho morno , de caneca é claro, pois chuveiro aqui é algo raro, ajuda a remover o restante do óleo do corpo.   E depois a fome já começa a despertar novamente... coloco roupas limpas e desço em direção a cantina para um chai com bolo.
Reencontro algumas amigos e saímos para caminhar pelo jardim ou pela cidade.. mas a caminhada nunca ultrapassa mais de 30 minutos.  Isto já é suficiente para nos deixar cansados.  O óleo da massagem, os remédios, deixam o corpo mais lento, a mente mais calma e os movimentos mais suaves... as articulações ficam mais sensíveis e portanto esforço físico deve ser evitado.
Vou ao templo, fazer minhas preces diárias, contemplar o local... manter o silencio, a reflexão a presença... renovar as forças, a busca , a fé...
Quando chega as 19h, já estou na cantina novamente e agora para meu jantar... neste horário todas as mesas estão ocupadas, e os pacientes muito falantes e agitados.  A maioria teve um dia intenso de tratamento e esta é hora de encontrar outras pessoas e se distrair.  O hospital tem cerca de 300 pacientes internados hoje, então a cantina esta super lotada, e enquanto uns comem, a fila de espera é enorme.
Este ano o “clima”  no hospital esta bastante pesado, estrangeiros mesmo somos só 3 pessoas.. eu e mais duas senhoras que são alemãs. O restante é indiano, ou filhos de indianos que moram no exterior.  Poucas pessoas vieram apenas para “rejuvenescimento” .  muita gente de cadeiras de rodas, e com problemas muito sérios. Afinal este é um hospital ayurvédico e a maioria dos pacientes desta unidade tem problemas neurológicos, doenças auto-imunes, sofreram algum acidente de deixou sequelas motoras, outros com paralisias, Parkinson,  artrite, artrose, etc..  todos aqui buscando uma nova vida, uma melhora, uma transformação.
As vezes, a conversa esta tao boa, que saímos da cantina e continuamos reunidos no saguão do nosso prédio, ou vamos para o templo, ou para o quarto de algum de nós.  As conversar nunca ultrapassam as 21h, pois as 22h, todas luzes dos corredores estão apagadas e é necessário silencio total, pois todos deve já estar deitados.  Ou então, volto para o quarto, para cama, ler , escrever, contemplar, descansar e reavaliar cada momento, cada vivencia, cada experiência...

estes sao meus dias bem tranquilos e restauradores, e que seguirão por pelo menos mais 3 semanas...
Paz e saúde a todos...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Hospital India 2012


Queridos amigos...
É muito bom receber suas mensagens de carinho...
Já estou instalada no hospital e comecei meu tratamento há 2 dias atrás.
Devo ficar cerca de 28 dias por aqui.  Ainda não defini exatamente minha programação... na verdade , neste momento preciso de verdade desligar um pouco.  O segundo semestre deste ano foi bem puxado e o ano que vem promete haver uma explosão de acontecimentos e preciso estra muito forte e mentalmente preparada para tudo.
Ficarei na India até o inicio de fevereiro, mas estes primeiros dias, onde ficarei no hospital, vou aproveitar para relaxar e descansar minha mente, minha vida...
Quando estiver passeando e estudando, no mês seguinte, vou compartilhar cada detalhe com vocês.
As vezes entrarei aqui para dar “oi” e nos comunicarmos.

Mas esta tudo bem por aqui.
O voo foi puxado, como sempre e desta vez vim por Londres, onde estava um frio terrível.
Aqui esta bem agradável comparado com as altas temperaturas cariocas,  cerca de 28º C, mas com sensação térmica de mais 35º C , já que tenho que andar sempre de calças compridas e batas longas... mantendo sempre o corpo coberto e protegido.
Diferente do ano passado, nada de passar fome!!!!  Minhas refeições estão muito fartas e sem restrições.. apenas uma dieta anti-ama por 28 dias o que não difere da minha alimentação normal.
As aulas de yoga estão bem melhores... mudaram o professor e este agora foca muito em pranayamas e posturas restaurativas, perfeito para um panchakarma...
A equipe de massagistas que ficou comigo este ano é maravilhosa... 4 enfermeiras fazendo massagem ao mesmo tempo, enquanto outras duas cuidam do shirodhara que é aplicado ao mesmo tempo da massagem.
Já ganhei vários roxos nas pernas e braços, e olha que so foram 3 dias de massagem!!!!!  Mas é extremamente relaxante... óleo medicado bem quente, cerca de 4 litros por massagem... é um banho de óleo quente medicado...
A equipe médica é toda nova, mas excelente...  meu médico favorito, esta em outro bloco, mas hoje estive lá conversando com ele, para saber do que ele achou das minhas novas prescrições e conversar um pouco.. eu trouxe 2 quilos de café do Brasil para ele, e ficou muito contente...  Indianos adoram café!!!
Meus amigos de tratamentos passados, estão chegando pouco a pouco. Muitos não virão este ano, pois não conseguiram fazer reserva a tempo e esta tudo lotado ... ou melhor esta sempre lotado...  mas novos amizades já vão se formando...  as conversas e encontros na cantina ou no templo ajudam o tempo a passar e conhecer novas historias fantásticas de vida de muita superação, persistência, dor e transformação.
Alguns aqui pela primeira vez...ainda descrentes e desconfiados... outros a cada ano, melhorando sua condição...É bonito ver...as pessoas se permitirem parar, se cuidar... e muitas delas retornarem as suas raízes...
Os dias por aqui estão apenas começando e Mae Índia já me presenteou com grandes ensinamentos e vivencias que compartilhei mais a frente com vocês...
Espero que estejam todos bem...
Muita saúde e paz...
Um grande bj
Laura

Chegando no Kerala.. sul da Índia, para meu Panchakarma!!!!

Assim que o Jet lag me permitir..compartilharei um pouco da viagem com vocês..

Obrigada pelas mensagens de carinho.

Saúde e paz
Namastê

sábado, 1 de dezembro de 2012

Medicina Indiana no Globo Repórter

Namastê...
Muito feliz com o resultado do programa Globo Reporter sobre Índia.
Quando começaram as pesquisas, fiquei bastante apreensiva com o resultado, pois não poderia ver as ediçoes finais...
Obrigada Erick Schultz pela "ponte"com o Hospital 
 e suas orientações.
É muito bom ver o Ayurveda sendo espalhado...

“Nós tratamos o paciente e não a doença. Este é o princípio do Ayurveda. Duas pessoas que vem aqui com a mesma queixa, com o mesmo diagnóstico, podem receber duas prescrições diferentes, dois tratamentos diferentes e até mesmo duas dietas diferentes”, afirmou Unniappan Indulal, médico.

Logo, logo mais um edição sobre Alimentação Ayurveda!!!



Saúde e paz a todos..

Laura Pires 





http://g1.globo.com/globo-reporter/videos/t/edicoes/v/ayurveda-busca-a-cura-para-os-males-do-corpo-e-da-mente-na-natureza-na-india/2270888/

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Curso Básico de Ayurveda 2013 - Rio de Janeiro




CURSO DE FORMAÇÃO EM AYURVEDA -  NÍVEL BÁSICO –
DURAÇÃO: 9 MESES – 11 MÓDULOS
LOCAL:  RIO DE JANEIRO
ASHRAM SUDDHA DHARMA MANDALAM – UBERLÂNDIA

Vagas limitadas


INSTRUTORES:  
LAURA PIRES
JANAINA CHAGAS
DR. JOSÉ RUGUÊ
DIEGO KOURY


PROGRAMA

Módulo 01- Introdução a Ayurveda:
Fundamentos históricos, filosóficos e cosmológicos, conceitos introdutórios da Ayurveda, PanchaMahaBhutas (os cinco elementos), os três gunas (sattva, rajas e tamas).

·         Laura Pires 
 Dias 23 e 24 de março de 2012


Módulo 02 - Teoria Tridosha:
    Os doshas, Subdoshas, suas funções e uso, o biotipo de cada ser e as possíveis combinações, elementos, qualidades, ações. As três essências (prana, tejas e ojas).

·         Laura Pires
 Dias 27 e 28 de abril


Módulo 03 - Análise da estrutura básica do corpo.   

Os sete dhatus(  ações, inter-relações, estados de excesso e deficiência.). O fogo digestivo (agni), Srotas - descrição e distúrbios. Os três malas (excreções corporais).

·         Laura Pires
 Dias 25 e 26 de maio
                                                                                                                    

Módulo 04- Dinacharya (Rotina Diária) e Ritucharya (rotina sazonal).
Pratica diária para saúde e equilíbrio. Equilíbrio dos Doshas nas 4 estações.

·         Laura Pires 
 Dias 22 e 23 de junho


Módulo 05 - Massoterapia ayurvédica.
Anatomia apalpatória. Fisiologia esquelética muscular básica.  Marmas. A utilização da massagem no ayurveda. Utilização dos óleos, pós de ervas. Massagem abhyanga, udwartana, garshana e auto-massagem. Teoria e prática

·         Janaína Chagas

Dias 27 e 28 de julho

Módulo 06 - Massoterapia ayurvédica.

Pizichilli,  Pinda sweda,  Lepas, shiro lepa.  Teoria e prática.

·         Janaína Chagas

  Dias 24 e 25 de agosto


Módulo 7 – Yoga, meditação e pranayamas.
 Princípios , fundamentos da práticas. Yoga sutra.

·         Diego Koury
Dias 28 e 29 de setembro

Módulo 8Alimentação Ayurvédica
Os seis sabores (rasas) e os cinco elementos, Listas de alimentos pela constituição, Estudos dos alimentos: frutas e vegetais, grãos, sementes, feijões e nozes. Laticínios e produtos animais, óleos, condimentos e especiarias. Dietas para os três doshas. Antídotos.
·         Laura  Pires
Dias 26 e 27 de outubro

===========================================

UBERLÂNDIA – com Dr. JOSÉ RUGUÊ
(DE 15 A 20 DE NOVEMBRO)

Módulo 09 - Pakriti & Vikruti. Princípios da semiologia e avaliação. Descrição dos procedimentos clássicos de avaliação ayurvédica. As causas das doenças. Os seis estágios da doença. Princípios da anamnese. Análise constitucional. Avaliação breve de pulso.Diagnóstico de língua. Analise voz, olhos, unhas e pele. 


 Módulo 10 – Fitoterapia Ayurvédica– Dravya Guna - Utilização das ervas. Estudo dos conceitos de Virya, Vipak e Prabhava. Estudo das principais ervas usadas na Ayurveda.

Módulo 11 - Visão Ayurvédica da Mente, níveis de cura. A mente e os três Doshas. Os cinco elementos e a mente. As três camadas da mente.


Inscrições e informações:
                                     Mabel Balthazar – (21) 8606 8000
                                   cursosbuscadaessencia@yahoo.com
                                    http://buscadaessencia.blogspot.com
                                             http://www.suddha.net/

domingo, 18 de novembro de 2012

Ceia de Natal Vegetariana

Dia 24/11/12 - Ceia de Natal Vegetariana 






Na Mise En Place. Itanhangá. Rio de Janeiro 



Algumas das receitas: Arroz com castanhas, 


Chutney de Manga, 


Chutney de coentro


Farofa com especiarias, 


Curry de shiitaki, 


Torta de castanhas e morangos, e outras mais...


Inscrições e Informações SOMENTE: www.mepeg.com.br


Telefones: 2491-4090 / 7735-3003

sábado, 27 de outubro de 2012

Depoimento para Revista Marie Claire

"Fui a India e me curei de uma doença grave"

A ex-arquiteta Laura Pires perdeu a visão periférica, não conseguia mais andar e chegou a pesar 37 quilos. Diagnóstico: esclerose múltipla. Depois de enfrentar uma saga de médicos e exames e ter uma reação alérgica aos corticoides, foi para a Índia. Experimentou a medicina ayurvédica. Encarou de frente seus apegos e egoísmo, aprendeu a rezar e a meditar. Na primeira internação de 21 dias, recuperou a visão. Em um ano e meio, estava bem. Mas nunca mais se descuidou

Por Depoimento a Deborah de Paula Souza
"Em plena crise conjugal, os sintomas começaram"
“Em junho de 2005, desmaiei dentro de uma livraria num shopping. Fui socorrida no ambulatório e me disseram que era uma hipoglicemia. Não levei a sério, devia ser estresse. Eu tinha uma vida louca, morava no Rio com o Marcos, meu marido na época, e trabalhava como arquiteta em São Paulo. Vivia na ponte aérea. Em janeiro de 2006, bati o carro. Destruí a lataria, mas ninguém se machucou. Dez dias depois, diante da tela do computador, meu olho esquerdo embaçou. Perdi a visão periférica, essa que nos faz ver as coisas nas laterais sem virar a cabeça. Mesmo assim, passei um colírio e segui trabalhando. Marquei um ­oftalmologista, ele achou que era glaucoma, depois descolamento de retina. Uma outra especialista descartou essa hipótese e diagnosticou uma inflamação no nervo ótico. Receitou corticoide. Tomei um comprimido e a reação foi assustadora. Fiquei vermelha, toda inchada e com calor intenso no corpo. Liguei para a médica e pedi que mudasse o remédio. Ela afirmou que não havia outra medicação. Mas eu não podia tomar aquilo!
Saga aos consultórios De oftalmologistas passei aos neurologistas. Em um mês, perdi a visão periférica do outro olho e comecei a ter dificuldades para andar. Me sentia fraca e sofria com cãibras e tremores. Fazia testes de reflexos e as respostas variavam muito, tinha dia que eu estava melhor, noutros piorava. Entrava nos tubos para fazer ressonância, não aparecia nada. Investiguei durante quatro meses, até que uma espécie de mancha no nervo ótico apareceu em um dos exames. Era um indício de esclerose múltipla, doença inflamatória que ataca o sistema nervoso central e sobre a qual a medicina ainda sabe pouco. Eu teria de fazer sessões para aplicar corticoide na veia, do contrário, iria piorar rapidamente. Fiquei apavorada. ‘Como assim? O que eu tenho?’ Ninguém me explicava, só insistiam nos corticoides, mas se eu tinha sofrido uma reação alérgica tão forte a um comprimido de 20 miligramas, como poderia tomar mil miligramas por dia?
O primeiro contato Enquanto isso, o Marcos começou a pesquisar na internet e mandar ­e-mails para o mundo todo, inclusive para a Índia, roteiro das nossas férias no ano anterior. Eu, até os 19 anos, não sabia nem localizar o país no mapa. Era vegetariana e já havia praticado ioga, mas não me interessava pelo lado ­filosófico. Marcos adorava a Índia e me ensinava coisas sobre a cultura do país. Nessa primeira viagem a passeio, ele teve um problema nos olhos e precisou consultar um médico. Assim conheci­ a ayurveda, a tradicional medicina indiana que tem dietas, massagens e medicamentos à base de ervas entre seus tratamentos.
Um ano depois desse episódio, desesperado à procura de um tratamento para mim, Marcos escreveu para o médico que o atendeu, que respondeu: ‘Traga sua mulher aqui, nós podemos ajudá-la’. Ficamos com essa carta na manga por um bom tempo. Mas eu piorava a cada dia. Parei de trabalhar, enxergava tudo borrado, emagreci demais, cheguei a pesar 37 quilos — sou baixinha, mas meu peso normal é 45 quilos — não conseguia mais ficar em pé. Às vezes, não tinha força para comer e Marcos me dava comida na boca. Sempre fui racional, mas no desespero tentei de tudo: dieta à base de alimentos crus, acupuntura, igreja, centro espírita... Se alguém falava de um novo especialista, eu ia. O que mais me assustava era a possibilidade de ficar dependente dos outros. Odiava o rótulo de ‘doença incurável’ e não queria me identificar com ele. Esse era o ponto: Quem era eu, no que acreditava, para onde queria ir? Tinha 25 anos e até então vivia como Peter Pan, a eterna criança, achando que nunca iria envelhecer e que teria a minha saúde maravilhosa para sempre, mas não sabia preservá-la. Não comia direito, fazia mil coisas ao mesmo tempo.
Menos controle Quando os sintomas começaram, em 2005, eu estava em plena crise no casamento, quase me separando. Pedi ao Marcos que ficasse comigo e ele me respondeu que jamais me abandonaria naquele momento. Com certeza, a minha vulnerabilidade emocional tinha a ver com meu desequilíbrio. Sempre quis ter o controle de tudo e, de repente, nem os meus músculos me obedeciam. A minha recusa aos corticoides provocou conflitos. Sou gaúcha de Pelotas, de uma família tradicional cheia de médicos e advogados, eles me acharam maluca. Minha mãe veio para o Rio cuidar de mim e, em um momento, ela e meu pai quiseram me levar de volta para a casa deles. Sabia que estavam preocupados, mas tivemos muitas brigas. Para minha surpresa, além do Marcos e da minha grande amiga Neza César, meu aliado foi o meu avô materno, de 81 anos, muito religioso, que me compreendeu.
Decisão difícil Em alguns períodos, sentia alívio por causa dos tratamentos alternativos, mas os sintomas voltavam. Até que uma médica foi categórica: ‘Chega de adiar, Laura. Você deve ir agora ao hospital fazer a pulsoterapia’. Eram as tais doses gigantes de remédios. Quando saí do consultório, disse para o Marcos: ‘Vamos para a Índia’. Ele sabia que aquela decisão era difícil, pois toda minha família era contra. Mas me apoiou completamente. Embarcamos em maio de 2006. A viagem durou 24 horas e foi terrível. Não sentia mais o meu corpo, estava cheia de tremores, dormências e cãibras até na cabeça. Marcos­ se internou comigo na clínica onde eu faria o meu primeiro tratamento ayurvédico intensivo, de 21 dias. Ninguém daqui pode imaginar o que é uma clínica indiana: um chão imundo, ninguém varre, lagartixas e baratas passeando pelo quarto. E com as pessoas­ mais amorosas do mundo. Fui atendida por aquele médico que havia cuidado do meu marido e perguntei: ‘Quando o tratamento começa?’. Ele sorriu e disse: ‘Já começou’. A primeira receita era a seguinte: eu devia rezar todos os dias. Rezar? Eu nunca tinha rezado, não acreditava em nada. Passei a fazê-lo, mas não era para Deus. Dedicava as preces ao médico. Simplesmente me entreguei. As condições locais eram inimagináveis. Não tinha chuveiro, só uma torneira de água quente ao lado do vaso sanitário, eu tomava banho de balde, o banheiro cheio de sapos. Por outro lado, todos os aparelhos que eram usados no meu tratamento eram esterilizados, as macas eram higienizadas. Todos os remédios eram à base de ervas, composições de plantas diversas. Meus olhos ficavam mergulhados numa piscina de manteiga — eles colocaram um círculo de pão em volta deles e encheram de ghee, manteiga clarificada e medicada. O tratamento desintoxicante incluia dieta, massagens e os pancha karma, limpezas intestinais, com óleos e chás de ervas injetados pelo ânus.
 
Dor da alma Depois das lavagens, que eram bem invasivas, eu chorava. Meu choro vinha da alma. Não era só dor física, eu sentia uma dor emocional, como se estivesse purgando todas as minhas amarras, medos da infância, tudo. Revivi os meus relacionamentos familiares e o que estava embaixo do tapete apareceu. Lembrava muito da minha avó materna, que morreu de câncer quando eu tinha 19 anos. Éramos grudadas. Hoje, sei o quanto tristezas como esta afetam o equilíbrio do organismo. Ficamos doentes não só por causa do modo como vivemos ou comemos, mas também pelas emoções. Achava que meu marido não me amava porque a gente estava se separando, mas quem não sabia amar era eu. Confundia amor com apego. O cuidado do Marcos comigo foi um ato de amor total. Independentemente de nossas crises, ele estava ali comigo e depois continuou provendo a casa e cuidando de mim durante três anos. Naquela época, eu não seria capaz de fazer aquilo por ninguém. Tive de olhar o meu egoísmo de frente. Voltei da primeira viagem muito melhor e recuperada da visão. Depois de um ano e meio e outra temporada de tratamento na Índia, agora num hospital maior mas igualmente sujo, e sob os cuidados carinhosos do Dr. Mohanan, que cuida de mim até hoje, os sintomas sumiram de vez. Não tomei nenhum remédio alopático, corticoide ou medicação para dor. Nenhum médico indiano me prometeu curas nem garantiu que elas seriam definitivas. No total, fui quatro vezes à Índia para me tratar e pretendo voltar todo ano. E sei que é fundamental fazer a manutenção, sempre de acordo com o seu dosha, uma espécie de biotipo. A ayurveda trabalha com três doshas. O meu dosha predominante é Vatta, típico das pessoas falantes, criativas, instáveis, que adoram viajar, perdem peso rápido e não gostam de rotinas.
Rotina saudável Para equilibrar essa tendência, é importante manter a disciplina. Hoje, acordo 5h30 ou 6h da manhã. Aplico óleo de gergelim no corpo, tomo um banho, um chá e faço uma prática de ayengar ioga. Medito diariamente e sou bem rigorosa com a minha alimentação. Aprendi a cozinhar — antes, não sabia nem preparar um ovo! — e me apaixonei. A base da minha alimentação é fresca e orgânica. Eu era vegetariana e passei a comer peixe uma vez por mês por ordem médica. Sei fazer bolos integrais deliciosos, mas cortei açúcar branco, chocolate e café. Isso não afetou a minha vida social. Já levei sanduíche e frutas frescas em festas. Na rua, sempre tenho o meu kit de castanhas e chá de saquinho. Só não me convide para baladas porque eu durmo cedo. Mesmo com visão, peso e músculos em ordem, nunca mais voltei ao ritmo alucinado de antes.
Sem radicalismos Trabalho de três a quatro vezes por semana, e só. Se precisar trabalhar mais numa semana, na outra tiro uns dias de folga, desligo o telefone e ninguém me acha. Sei quando é hora de me recolher. Não quero convencer ninguém que a ayurveda é a melhor opção para tratar esclerose, câncer ou dor de barriga. Essa medicina não cura tudo. A alopática também não, e não sou contra ela. Tive dengue e tomei soro, peguei uma bactéria na Índia e tomei antibiótico. Quando me separei, em 2010, tive medo de adoecer de novo, porque foi uma escolha do Marcos, não minha. Mas fiquei bem, mudei de casa e passei a me sustentar sozinha. Há dois anos, sou terapeuta profissional. Tenho meus pacientes, um blog de saúde e bem-estar (buscadaessencia.blogspot.com.br), e planos de editar dois livros, o meu, sobre alimentação ayurvédica, e o do Marcos, que escreveu toda essa história, com a visão dele. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Luz na Vida. BKS IYENGAR

Todos os dias após a minha pratica de Yoga, pranaymas e meditação eu busco ler algum ensinamento de grandes mestres, contemplar e escrever algumas palavras no meu caderninho de inspirações... Algumas pessoas me mandam e-mail pedindo indicações de livros, espaços para praticar, conhecer um pouco mais deste caminho...


Um dos meus livros preferidos é o “Luz na Vida” do grande mestre Iyengar, qu
e sempre compartilho e indico a todos...

As obras , os ensinamentos deste mestre que tenho muito carinho, admiração e respeito devem ser espalhadas para beneficiar cada vez mais muitos seres.... seus maravilhosos discípulos Faeq Biria e Jawahar Bangera que muito me ensinaram e me inspiram a cada reencontro, a cada dia , na pratica minha diária...

Luz na Vida. BKS IYENGAR
Este é um trecho que compartilhar com vocês..
“A expiração é uma ato sagrado de entrega, de renuncia. Ao mesmo tempo, abandonamos todas as impurezas armazenadas que se grudam ao EU- ressentimentos, raivas, arrependimentos, desejos, invejas, frustrações, sentimentos de superioridade e inadequação e, também, a negatividade que faz os obstáculos aderirem a consciência. Quando o ego recua, elas recuam com ele. É claro que retornam, mas a lembrança da experiência de paz serve para testar que esses obstáculos não são insuperáveis; podemos nos desvencilhar e desfazer deles. Não são permanente nem fazem parte da consciência, são enfermidade que podem ser curadas. Carregamos muita toxina na memória, sentimentos que guardamos e deixamos estagnar e apodrecer. Estamos tão acostumados a transportar esse saco de lixo por aí que passamos a acreditar que ele é parte e parcela de nosso caráter”.

Paz e saúde a todos..

sábado, 29 de setembro de 2012

Digestão mental


O que os outros veem, o que nossas ações , atitudes demonstram são apenas a expressão da natureza de nossos desejos...  é por isso, que os mestres nos ensinam a purificar e dirigir nossos pensamentos....pois nossos pensamentos puros inspiram desejos puros...refletem em ações , karma equilibrado e correto...
Na maioria de nossos dias, na nossa vida obscurecida, vivemos e agimos num  estado de não yoga.  A nossa consciência agitada, nos faz  perder as rédeas que comandam a mente, a habilidade compreender e de agir e  passamos a nos identificar e ser o nosso próprio ego. 
Acabamos perdendo o contato com nossa essência, com nossa natureza , com nosso verdadeiro lar... isto se encaixa com um ditado indiano “  Toda a doença é saudade do lar” ..
 E a busca pelo retorno, pelo encontro ao nosso verdadeiro ser, sem identificação com nossos desejos, ego... nos permite momentos, sensações, desejos, pensamentos e consequentemente ações livres, puras e sábias...
É um caminho de reeducação... a revolta , as brigas, o sofrimentos são apenas o relacionamento equivocado com nosso ego e nossos desejos.
A pratica constante e o verdadeiro desapego são as chaves segundo Patanjali...  é aí que começa a nossa dieta mental...
O conhecimento é o alimento para o pensamento . A comida é o alimento para o corpo.  O processo digestivo acontece, nosso Agni estável permite uma digestão eficiente, mas se este se desequilibra o corpo sente seus efeitos. A dor de estomago, indigestão aparecem.. a estagnação dos alimentos , a má absorção acontecem e sinas rápidos e perturbadores acontecem..
A mente tem um processo semelhante. Se depois de ganhar conhecimento, este não é posto em prática através da meditação e da contemplação para  absorver a essência e se conectar com  a pérola da sabedoria a indigestão também acontece.
O conhecimento guardado, não vivenciado fica recolhido... a semente plantada fica constantemente tentando germinar. Mas os momentos de ignorância voltam a tomar conta. A mente, sem capacidade de externar, vomitar  rapidamente o conhecimento, as verdades  estagnadas  e má absorvidas e não colocadas em praticas ficam  lá retidas e  as poucos “fermentando e estragando” como um resto de alimentos no intestino...
E quando um incidente acontece e faz termos acesso à consciência do conhecimento adquirido e não utilizado  a insanidade, a depressão, a identificação errada com ego, com os desejos acontece de maneira muito intensa...
Então... apenas a pratica constante,  a vivencia verdadeira torna a nossa alma, o nosso corpo, as nossas ações puras, corretas, felizes e cheias de amor...
Saúde e paz a todos...

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Pesquisa comprova efeitos do transgênico e agrotóxico




Pesquisa comprova efeitos do transgênico e agrotóxico

Pela primeira vez na história foi realizado um estudo completo e de longo prazo para avaliar o efeito que um transgênico e um agrotóxico podem provocar sobre a saúde pública. Os resultados são alarmantes.

O transgênico testado foi o milho NK603, tolerante à aplicação do herbicida Roundup (característica presente em mais de 80% dos transgênicos alimentícios plantados no mundo), e o agrotóxico avaliado foi o próprio Roundup, o herbicida mais utilizado no planeta – ambos de propriedade da Monsanto. O milho em questão foi autorizado no Brasil em 2008 e está amplamente disseminado nas lavouras e alimentos industrializados, e o Roundup é também largamente utilizado em lavouras brasileiras, sobretudo as transgênicas.

O estudo foi realizado ao longo de 2 anos com 200 ratos de laboratório, nos quais foram avaliados mais de 100 parâmetros. Eles foram alimentados de três maneiras distintas: apenas com milho NK603, com milho NK603 tratado com Roundup e com milho não modificado geneticamente tratado com Roundup. As doses de milho transgênico (a partir de 11%) e de glifosato (0,1 ppb na água) utilizadas na dieta dos animais foram equivalentes àquelas a que está exposta a população norte-americana em sua alimentação cotidiana.

Os resultados revelam uma mortalidade mais alta e frequente quando se consome esses dois produtos, com efeitos hormonais não lineares e relacionados ao sexo. As fêmeas desenvolveram numerosos e significantes tumores mamários, além de problemas hipofisários e renais. Os machos morreram, em sua maioria, de graves deficiências crônicas hepato-renais.

O estudo, realizado pela equipe do professor Gilles-Eric Séralini, da Universidade de Caen, na França, foi publicado ontem (19/09) em uma das mais importantes revistas científicas internacionais de toxicologia alimentar, aFood and Chemical Toxicology.

Segundo reportagem da AFP, Séralini afirmou que "O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimentou com OGM), enquanto a primeira fêmea, oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)", explica o cientista. Os tumores aparecem nos machos até 600 dias antes de surgirem nos ratos indicadores (na pele e nos rins). No caso das fêmeas (tumores nas glândulas mamárias), aparecem, em média, 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos.

O artigo da Food and Chemical Toxicology mostra imagens de ratos com tumores maiores do que bolas de pingue-pongue. As fotos também podem ser vistas em algumas das reportagens citadas ao final deste texto.

Séralini também explicou à AFP que "Com uma pequena dose de Roundup, que corresponde à quantidade que se pode encontrar na Bretanha (norte da França) durante a época em que se espalha este produto, são observados 2,5 vezes mais tumores mamários do que é normal".

De acordo com Séralini, os efeitos do milho NK603 só haviam sido analisados até agora em períodos de até três meses. No Brasil, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) autoriza o plantio, a comercialização e o consumo de produtos transgênicos com base em estudos de curto prazo, apresentados pelas próprias empresas demandantes do registro.

O pesquisador informou ainda que esta é a primeira vez que o herbicida Roundup foi analisado em longo prazo. Até agora, somente seu princípio ativo (sem seus coadjuvantes) havia sido analisado durante mais de seis meses.

Um dado importante sobre esse estudo é que os pesquisadores trabalharam quase que na clandestinidade. Temendo a reação das empresas multinacionais sementeiras, suas mensagens eram criptografadas e não se falava ao telefone sobre o assunto. As sementes de milho, que são patenteadas, foram adquiridas através de uma escola agrícola canadense, plantadas, e o milho colhido foi então “importado” pelo porto francês de Le Havre para a fabricação dos croquetes que seriam servidos aos ratos.

A história e os resultados desse experimento foram descritos em um livro, de autoria do próprio Séralini, que será publicado na França em 26 de setembro sob o título “Tous Cobayes !” (Todos Cobaias!). Simultaneamente, será lançado um documentário, adaptado a partir do livro e dirigido por Jean-Paul Jaud.

Esse estudo coloca um fim à dúvida sobre os riscos que os alimentos transgênicos representam para a saúde da população e revela, de forma chocante, a frouxidão das agências sanitárias e de biossegurança em várias partes do mundo responsáveis pela avaliação e autorização desses produtos.

Com informações de:

Etude unique, la plus longue et la plus détaillée sur la toxicité d'un OGM et du principal pesticide – CRIIGEN, 19/09/2012.

EXCLUSIF. Oui, les OGM sont des poisons ! – Le Novel Observateur, 19/09/2012.

Estudo revela toxicidade alarmante dos transgênicos para os ratos -
AFP, 19/09/2012.

Transgênicos matam mais e causam até três vezes mais câncer em ratos, diz estudo – UOL, 19/09/2012.

Referência do artigo:
"Long term toxicity of a Roundup herbicide and a Roundup-tolerant genetically modified maize". Food and Chemical Toxicology, Séralini G.E. et al. 2012.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6164831-EI8147,00-Estudo+revela+toxicidade+alarmante+dos+transgenicos+para+os+ratos.html

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Respeite a vida!! Agrotóxicos e Orgânicos no Brasil




“Você Sabe de Onde Vem Seus Alimentos?”, documentário de curta-metragem (8min) produzido pelo Coletivo Aura sobre a Feira de Agricultores Ecologistas (FAE), de Porto Alegre (RS). 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Gratidão

Ontem foi o último módulo do Curso básico de Ayurveda aqui no Rio.
Há exatamente 1 ano atrás quando tomamos a decisão de fazer este curso aqui no Rio, muitas duvidas, questionamentos, objetivos e cuidado vinham na mente.
Ao conversar com Dr
. Rugue e Janaina meus parceiros, apoiadores, mestres sobre a estrutura deste curso, uma única e importante certeza eu tinha em minha mente... Mostrar aos futuros terapeutas o Ayurveda na sua essência , a teoria, as base da Ayurveda, e ainda mais que isso, mostrar que a vida ‘e Ayurveda, que o dia a dia é Ayurveda!!!
O curso não acabou, e em poucos dias teremos a grande benção de passar uma semana com Dr Ruguê n Ashram Suddha Dharma para muito mais conhecimento.
Mas ontem, após um final de semana maravilhoso com esta turma muito interessada,dedicada, amorosa e que se manteve do inicio ao fim... uma grande e maravilhosa “surpresa” ou melhor realização aconteceu.
Cada um da sua maneira, fez mudanças simples: “passou a acordar mais cedo”, “levantou do sofá”, “descobriu que prisão de ventre não era coisa normal de mulher”, “descobriu que era viciada em café”, “percebeu que cada filho é diferente, e tem que lidar e cuidar de maneira diferente”, “entendeu sua própria natureza, “se revoltou e depois apaziguou com seu “dosha”, “se descobriu”, se reconheceu”, “ conseguiu subir as escadas para chegar a aula sem sacrifício”, “conseguiu sentar no chão sem ter dores”.... transformações, constatações verdadeiras, profundas, importantíssimas...
Eu precisava compartilhar este momento, pois a emoção tomou conta do meu ser.. e hoje acordei com os olhos cheios de lágrimas, mas de muita felicidade e gratidão..Gratidão por ter ouvido, presenciado, visto tantas transformações positivas na vida de cada um do grupo. As mudanças físicas , emocionais, comportamentais, na busca, nas intenções e até mesmo na intenção de futuras mudanças profissionais O cuidado com filhos, maridos, familiares me surpreendeu, e me alegrou profundamente. O cuidado e intenção de reconhecer ainda mais o seu próprio ser, a sua vida a sua Essência!!!
Eu hoje, acordo, com muito , mas muito mais certeza deste caminho e obrigada a todos vocês pela oportunidade de compartilhar esta sabedoria que transformou minha vida e transborda do meu corpo, da minha alma...
Muita gratidão a vocês...
Namastê.
Que Lord Dhanvantari abençoe o caminho e vida de todos vocês.
"Om Namo Bhagavate
Maha Sudharshana
Vasudevaya Dhanvantaraye;
Amrutha Kalasa Hasthaaya
Sarva Bhaya Vinasaya
Sarva Roka Nivaranaya
Thri Lokya Pathaye
Thri Lokya Nithaye
Sri Maha Vishnu Swarupa
Sri Dhanvantri Swarupa
Sri Sri Sri
Aoushata Chakra Narayana Swaha"

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Curso de Culinária DETOX Ayurvédico


Este curso tem como objetivo básico introduzir  as pessoas nos conhecimentos milenares da Ayurveda e ajudar a aplicá-los de acordo com as suas características gerais, tendo em vista uma alimentação mais saudável e equilibrada.


Geralmente conhecemos a expressão  “somos o que comemos”, mas a  abordagem da Ayurveda acrescenta de que "somos o que digerimos".

Isto enfatiza que alem de fazermos uma escolha correta de alimentos segundo nosso dosha, o clima do local que vivemos, a estação do ano, precisamos ter uma boa digestão, assimilação e uma correta e suficiente eliminação.   E para isto os princípios ayurvédicos são essenciais para gerar mais equilíbrio e sabedoria neste processo.

Neste curso vamos utilizar os alimentos com os seus sabores e, principalmente, os condimentos, como ferramenta terapêutica de equilíbrio e harmonia do nosso corpo, de forma a limpar AMA.  Receitas para desintoxicar, ou seja, remover as toxinas do corpo.

Todo o alimento ou emoção  que não é digerida ou  é mal assimilada transforma-se no nosso corpo em toxinas (ama) que, por sua vez, enche e obstrui os inúmeros canais nele existentes. Para tal combater devemos dar especial atenção aos alimentos que ingerimos no nosso dia-a-dia, evitando assim inúmeras doenças.

Propomos com a abordagem deste encontro, que as pessoas entrem no imenso mundo dos sabores e que adquiram os princípios fundamentais de uma alimentação saudável.



Curso de Culinária DETOX Ayurvédico


Dia 15 de setembro de 2012
horário: 9h as 13h


Local: Mise en Place - www.mepeg.com.br
tel: 2491 4090 - 7735 3003


Itanhangá - Rio de Janeiro


Cardápio:  Dhal de ervilha com cenoura
Arroz basmati com cominho
Espinafre com beterraba
Farofa de gérmen de trigo com especiarias
Panqueca de aveia
Panqueca de quinoa
Masalas
Ghee
Lassi
entre outras...





segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Alimento para o Ayurveda...




Para Ayurveda a Nutrição é algo definitivo!!! 
Para o Ayurveda TUDO que tem contato com nossos cinco sentidos é alimento!
Quando voce olha para seu prato.. para os alimentos que você ingere...
Lembre-se!!! Isto é apenas 1/5 da sua dieta!
Aquilo que você vê, que você ouve, que você sente, que você inala também são alimentos. 
Ou seja , você nutre seu corpo com alimentos, com pensamentos, com sensações...
Junk Food gera toxinas, gera ama...
Sensações ruins geram toxinas...
Bons pensamentos geram tecidos saudáveis, maus pensamentos geram desequilíbrios...
A capacidade de digerir alimentos, digerir emoções, digerir situações é muito importante!!!
Ao gerar toxinas, ao gerar ama, seus doshas se desequilibram, sua mente se desequilibra, seu corpo fica mais susceptível a doença e a patologias...
Namastê...

quarta-feira, 25 de julho de 2012

CURSO DE CULINÁRIA AYURVÉDICA EM SÃO PAULO!!!!!

CURSO DE CULINÁRIA AYURVÉDICA EM SÃO PAULO!!!!!

Dia 31 de julho de 2012

Horário: 18h às 21:30h

LOCAL: Quattrino Restaurante

Rua: Oscar Freire 506, São Paulo

Inscrições antecipadas pelo tel: (11) 3068 0319
quattrino@uol.com.br

Vagas limitadas

Valor: R$ 150,00

www.quattrino.com.br

http://buscadaessencia.blogspot.com/



Cardapio:
Pulao de legumes
Quibe vegetariano
Creme de espinafre


Masalas
ghee
Lassi
Panqueca de aveia
Arroz doce
Entre outras...

domingo, 22 de julho de 2012

Cariocas e restaurantes aderem à alimentação ayurvédica


Matéria para a Revista Oglobo -



http://ela.oglobo.globo.com/vida/gastronomia/cariocas-restaurantes-aderem-alimentacao-ayurvedica-5481356


Cariocas e restaurantes aderem à alimentação ayurvédica


Dieta não faz restrição ao consumo de temperos

RIO - Há cerca de seis meses, o ator José Wilker descobriu que é pitta. Sua filha, a roteirista Mariana Vielmond, é diferente: tem as características típicas de kapha. Ambos receberam o "diagnóstico" durante uma consulta de ayurveda e, desde então, na casa deles, no Jardim Botânico, os alimentos que chegam à mesa são os mais indicados para promover o bem-estar de cada um, entre arroz com feijão-verde, uva com gengibre e salsicha vegetal. Pode parecer grego para quem nunca teve algum contato com a filosofia ayurvédica (indiana, na verdade), mas os termos e as premissas desta dieta milenar vêm se tornando corriqueiros entre diversas famílias cariocas, que estão caindo de boca, literalmente, em suas receitas.
Para início de dieta, a alimentação ayurvédica parte do princípio básico de que cada um possui um perfil, um biotipo diferente — ou um dosha, para usar o termo empregado, em sânscrito. É a partir desse dosha que se chega a um cardápio. Após uma hora de conversa e uma avaliação minuciosa da língua, das unhas e do pulso, Mariana Vielmond saiu do primeiro encontro com a terapeuta Cristiane Ayres, no Nirvana, na Gávea, sabendo que pertence ao grupo de pessoas que tem certa tendência a engordar, gosta de dormir até tarde, não se agita com facilidade e é extremamente amoroso — características de seu dosha. Para domar quem é kapha, controlar as emoções e se equilibrar, certos alimentos entram em ação.
— Maçã com cravo e canela, lentilha vermelha e chás são bons para mim porque aquecem, levantam. Mingau de manhã ajuda a limpar o organismo. Não devo ingerir nada muito gelado. Mas o que mais gosto são os temperos, diversos deles para usar nos pratos — conta Mariana, enquanto lancha bolinho de arroz feito no forno acompanhado de uma xícara de chai (chá de especiarias com leite).
Os temperos são, de fato, as estrelas dos pratos ayurvédicos. Cominho, páprica, cúrcuma, açafrão, cardamomo, coentro, papoula, anis, pimenta, noz-moscada, canela, mostarda, curry... Abra espaço na cozinha para as mais diversas cores de pós e grãos.
— Os temperos têm propriedades que aquecem ou resfriam o corpo, podendo aumentar ou diminuir um dosha. Possuem ainda funções terapêuticas e ajudam a eliminar toxinas — explica a terapeuta Cristiane, especialista em física quântica que, há 14 anos, deixou a profissão (trabalhava com lançamentos de satélite de TV digital) para se dedicar aos estudos da tradição indiana.
Foram justamente os aromas e sabores que despertaram a curiosidade — e o paladar — de José Wilker. Em sua consulta, não houve dúvida: ele é um legítimo pitta, inteligente, ágil e irritado. Para desacelerar e resfriar o corpo, ele inicia a manhã com água com algumas gotas de limão e segue o dia, por exemplo, com suco de cenoura e laranja, damasco fresco, sanduíche de ricota, arroz de açafrão e feijão-verde. Para ele, ao contrário da filha, geladinhos caem bem (folhas, pepino, pera). Com os novos hábitos, diminuiu muito o consumo de carne vermelha. Ioga é recomendada para ajudar a equilibrar.
— Não faço, não tenho a menor paciência — diz. — No início, fui mais radical, agora, com o ritmo de gravações, é mais complicado. Mas eu adapto na rua, tento fazer as escolhas mais adequadas. Achei que seria mais difícil, que sentiria falta de refrigerante, linguiça, mas o paladar muda.
Quando escapa muito das orientações da terapeuta, o ator recorre a um dos antídotos. Sim, eles existem. Funcionam como uma espécie de compensação. O famoso dia seguinte deve correr sem carnes, laticínios, gorduras... Óleo de coco com cardamomo é uma das receitas que podem ajudar a neutralizar os efeitos das toxinas ingeridas, por exemplo.
A atriz Juliana Terra usa essa mesma especiaria no café. Quando a vontade é incontrolável e ela bebe várias xícaras num só dia, adiciona uma colherzinha de cardamomo, como um pó mágico. Assim como acontece com a maioria das pessoas que segue os princípios do ayurveda, Juliana se interessou pelo assunto, há mais de um ano, graças à ioga. Os terapeutas esclarecem que a prática, de fato, é um ótimo complemento, mas um pode funcionar bem sem o outro.
Juliana lembra da sua primeira consulta. Contou à terapeuta, com um leve sorriso de orgulho, que sua alimentação já era saudável, sem carnes e com muito arroz e pães integrais, além de iogurtes. Descobriu, naquele dia, que não devia comer nada disso.
— Eu tenho o estômago sensível e estava ingerindo muita fibra, então ela substituiu o arroz integral pelo basmati, mais nutritivo e bom para a digestão — conta Juliana. — Preciso comer gengibre, mamão, abacate, óleo de coco e peixe de água doce. O prato que mais sai lá em casa é bobó de abóbora com coentro, uma delícia.
Seu diagnóstico é raro: ela é tri-dosha. Além de kapha e pitta, a atriz possui, na mesma proporção, o terceiro e último dosha: vata, que engloba pessoas que perdem peso com facilidade, têm tendência a pele seca, possuem a mente muito agitada e variam bastante de humor. Para chegar ao equilíbrio, como são magros, devem comer alimentos muito nutritivos, entre eles amêndoa, aveia, lentilha rosa, figo e rapadura.
Os benefícios citados por essa turma que provou e aprovou a alimentação ayurvédica são parecidos: mais disposição, melhora do humor, da qualidade do sono, da digestão, da concentração, maior brilho na pele e no cabelo e alergias amenizadas. Mito ou verdade, fato é que cresce o número de cariocas que passaram a incluir kapha, vata e pitta no vocabulário diário da casa.
Nas salas onde a terapeuta Laura Pires atende, em Copacabana e na Barra, o movimento triplicou no último ano, com clientes como a atriz Grazi Massafera. Só há horário para daqui a um mês. Seus cursos de culinária no Mise en Place, no Espaço Itanhangá, também são concorridos. Para ela, não há nada de mágico na tradição: o bem-estar acontece graças ao equilíbrio dos doshas.
— É uma alimentação que ajuda a digerir e eliminar. O corpo passa a funcionar bem e isso traz uma sensação boa, de estar saudável — diz Laura.
Até restaurantes começaram a prestar atenção na demanda e trataram de incluir pratos que se encaixam na dieta. No Zazá Bistrô, em Ipanema, tem salada de folhas orgânicas com mel trufado, peras e lascas de grana padano. Outra opção são as pétalas de cenoura e beterraba acompanhadas de crocante de rapadura. Também em Ipanema, o Market agora oferece truta com semente de girassol e massa de arroz. Para degustar um chá, o Sawasdee, no Leblon, bolou combinações como canela, gengibre e anis; erva-doce, cardamomo e cominho. Tudo com indicações dos >sav
— As pessoas perguntam mais sobre os ingredientes, querem saber como é feito o prato para checar se é como manda o ayurveda — conta Carolina Figueiredo, chef do Market.
Os primeiros textos do ayurveda, que significa "ciência da vida", remetem a 1500 a.C. e foram encontrados em livros $da Índia. No país asiático, trata-se de uma medicina com o mesmo status da convencional, com graduação em universidades espalhadas principalmente pelo Sul. Os estudos englobam tratamentos de doenças, massagens com óleos e limpezas intestinais. Uma formação com pós-graduação e doutorado pode levar até 11 anos. Nas zonas mais rurais, o conhecimento costuma ser passado de geração em geração.
No mundo ocidental, a tradição é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma terapia. O número de filiados na Associação Brasileira de Ayurveda, que existe há 12 anos, vem subindo. Segundo o diretor da entidade, o engenheiro Paulo Bastos, a Abra (com escritórios no Rio e em São Paulo) conta atualmente com 300 associados — o dobro do que tinha em 2010. Ele ainda comemora o fato do ayurveda ter se tornado, ano passado, uma pós-graduação de dois anos na UFRJ, voltada para profissionais da área de saúde.
— Muita gente acredita que comida ayurvédica tem sabor indiano e acaba se surpreendendo quando vê que ela é adaptada para o gosto do brasileiro — diz Paulo, que divide o tempo entre seu escritório de engenharia e as viagens pelo Brasil, à frente de cursos, além de idas à Índia, levando grupos de brasileiros para estudar.
Sridhama Dasi estudou ayurveda por dois anos, aqui no Rio mesmo. Ela tem nome, aparência e roupas de indiana, mas nasceu em São Joaquim da Barra, interior de São Paulo. Ainda na adolescência, Maria Silva "se encontrou" na cultura hare krishna e ganhou o nome que usa. Nas frequentes festas dentro de templos, acabava indo parar na cozinha, por prazer e aptidão. Hoje, Sridhama é uma expert em culinária ayurvédica e prepara pratos na casa dos clientes, em pacotes para uma semana. De suas mãos ágeis, surgem arroz com mostarda em grãos, farofa de gérmen de trigo, risoto de folhas...
— Preparo também a ghee, que é a manteiga clarificada, usada para quase tudo. Basta ferver a manteiga sem sal, deixá-la em fogo baixo por mais de uma hora e ir retirando a espuma que se forma. O processo a livra de toxinas — ensina Sridhama.
Ter uma cozinheira ayurvédica para chamar de sua custa R$ 200, o dia.
Do forno do apartamento da família Lattuca, no Recreio, saiu um perfumado bolo de laranja, sexta-feira retrasada, fim de tarde. Foi feito com farinha integral e açúcar demerara, que não é refinado, outro queridinho da alimentação da moda. Por lá, mãe, filhas e empregada se entregaram à filosofia milenar. Primeiro, a matriarca. A designer Eliana Lattuca ouviu falar que seus princípios poderiam ajudá-la com as alergias respiratórias e foi atrás de uma consulta, que, em média, custa R$ 200. Depois, deu nas mãos da fiel empregada Ana Ramalho, 17 anos de casa, uma série de receitas próprias para o seu pitta.
Em poucas semanas, as filhas Juliana, de 17 anos, e Marina, de 13 anos, que torciam o nariz por acharem se tratar de uma dieta mais "natureba", renderam-se aos pratos.
— Achei que não podia comer carne, mas quando vi que pode, comecei a levar a sério. Sou vata. Amo o risoto de aspargos e o leite de amêndoas com mel — conta Juliana, que jura ter se livrado de frequentes terçóis.
Eliana Lattuca já segue as recomendações há mais de um ano e garante que jogou as caixas de antialérgicos fora. Perdeu também três quilos com os novos hábitos. Apesar de boa parte da procura pela dieta ser por mulheres que lutam contra a balança, terapeutas explicam que esse não é o foco. Não costuma haver nem balança nos locais das consultas. Enxugar a silhueta em alguns quilos, elas esclarecem, é uma consequência natural, já que o corpo se alimenta apenas com o que precisa, sem excessos.
Ana Ramalho, a empregada da casa dos Lattuca, sabe disso. Desde que começou a cozinhar os pratos pedidos pela patroa, aderiu ao regime.
— Eu era a magra do barrigão, sabe? A barriga foi embora — conta ela, que tem consulta marcada (presente de Eliana) para o fim do mês.
Até na sua casa, em Vargem Pequena, o marido e os quatro filhos aprovaram os sabores. Domingão por lá, agora, é dia de arroz com lentilha rosa e bolo de abobrinha.
O motivo que levou a professora de ioga Maria Manuela Lampert a buscar $ayurveda foi uma leve depressão, que chegou em dezembro passado. Ela lembra já ter se interessado pelo tema, seis anos atrás, mas ainda havia poucos cursos e terapeutas por aqui. Dessa vez, ficou impressionada com o aumento das opções. Seu pitta, hoje, é amansado desde o café da manhã, à base de mingau de aveia e frutas aquecidas. Segue à risca as regras que valem para todos os doshas, como nunca misturar leite com frutas.
— Nossa, vai dando um prazer quando você consegue cortar o que não te fazia bem, no meu caso, o café. Tinha muita oscilação de humor, isso melhorou muito — diz Manuela, que embarca para a Índia no fim do mês para estudar.
A terapeuta Laura Pires foi parar na Ín$para tratar os sintomas de uma esclerose múltipla, descoberta quando ela tinha 24 anos, em 2005. Ficou internada por 21 dias, entregou-se a um tratamento intensivo da medicina ayurvédica e recuperou movimentos da perna e parte da visão que tinha perdido. Foi quando a ex-estudante de Arquitetura resolveu mergulhar durante três anos na ciência indiana e passou a atender. Ela conta que, hoje, muita gente a procura para curar doenças, mas ressalta que o ayurveda não chegou aqui para substituir a medicina convencional, mas, sim, complementá-la. E funciona mais para prevenir do que para curar doenças.
A endocrinologista Isabela Bussade, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, explica que adotar uma dieta com rica combinação de alimentos possui, de fato, o poder da prevenção:
— A alta ingestão de alimentos naturais, não processados, é muito positiva nessa dieta — elogia a médica. — O cuidado seria apenas não acabar estressado por causa de muitas restrições. A alimentação é para ser confortável e prazerosa.


Leia mais sobre esse assunto em http://ela.oglobo.globo.com/vida/gastronomia/cariocas-restaurantes-aderem-alimentacao-ayurvedica-5481356#ixzz21Ls4z7va
Copyright © 2012 O Globo S.A.