quarta-feira, 25 de julho de 2012

CURSO DE CULINÁRIA AYURVÉDICA EM SÃO PAULO!!!!!

CURSO DE CULINÁRIA AYURVÉDICA EM SÃO PAULO!!!!!

Dia 31 de julho de 2012

Horário: 18h às 21:30h

LOCAL: Quattrino Restaurante

Rua: Oscar Freire 506, São Paulo

Inscrições antecipadas pelo tel: (11) 3068 0319
quattrino@uol.com.br

Vagas limitadas

Valor: R$ 150,00

www.quattrino.com.br

http://buscadaessencia.blogspot.com/



Cardapio:
Pulao de legumes
Quibe vegetariano
Creme de espinafre


Masalas
ghee
Lassi
Panqueca de aveia
Arroz doce
Entre outras...

domingo, 22 de julho de 2012

Cariocas e restaurantes aderem à alimentação ayurvédica


Matéria para a Revista Oglobo -



http://ela.oglobo.globo.com/vida/gastronomia/cariocas-restaurantes-aderem-alimentacao-ayurvedica-5481356


Cariocas e restaurantes aderem à alimentação ayurvédica


Dieta não faz restrição ao consumo de temperos

RIO - Há cerca de seis meses, o ator José Wilker descobriu que é pitta. Sua filha, a roteirista Mariana Vielmond, é diferente: tem as características típicas de kapha. Ambos receberam o "diagnóstico" durante uma consulta de ayurveda e, desde então, na casa deles, no Jardim Botânico, os alimentos que chegam à mesa são os mais indicados para promover o bem-estar de cada um, entre arroz com feijão-verde, uva com gengibre e salsicha vegetal. Pode parecer grego para quem nunca teve algum contato com a filosofia ayurvédica (indiana, na verdade), mas os termos e as premissas desta dieta milenar vêm se tornando corriqueiros entre diversas famílias cariocas, que estão caindo de boca, literalmente, em suas receitas.
Para início de dieta, a alimentação ayurvédica parte do princípio básico de que cada um possui um perfil, um biotipo diferente — ou um dosha, para usar o termo empregado, em sânscrito. É a partir desse dosha que se chega a um cardápio. Após uma hora de conversa e uma avaliação minuciosa da língua, das unhas e do pulso, Mariana Vielmond saiu do primeiro encontro com a terapeuta Cristiane Ayres, no Nirvana, na Gávea, sabendo que pertence ao grupo de pessoas que tem certa tendência a engordar, gosta de dormir até tarde, não se agita com facilidade e é extremamente amoroso — características de seu dosha. Para domar quem é kapha, controlar as emoções e se equilibrar, certos alimentos entram em ação.
— Maçã com cravo e canela, lentilha vermelha e chás são bons para mim porque aquecem, levantam. Mingau de manhã ajuda a limpar o organismo. Não devo ingerir nada muito gelado. Mas o que mais gosto são os temperos, diversos deles para usar nos pratos — conta Mariana, enquanto lancha bolinho de arroz feito no forno acompanhado de uma xícara de chai (chá de especiarias com leite).
Os temperos são, de fato, as estrelas dos pratos ayurvédicos. Cominho, páprica, cúrcuma, açafrão, cardamomo, coentro, papoula, anis, pimenta, noz-moscada, canela, mostarda, curry... Abra espaço na cozinha para as mais diversas cores de pós e grãos.
— Os temperos têm propriedades que aquecem ou resfriam o corpo, podendo aumentar ou diminuir um dosha. Possuem ainda funções terapêuticas e ajudam a eliminar toxinas — explica a terapeuta Cristiane, especialista em física quântica que, há 14 anos, deixou a profissão (trabalhava com lançamentos de satélite de TV digital) para se dedicar aos estudos da tradição indiana.
Foram justamente os aromas e sabores que despertaram a curiosidade — e o paladar — de José Wilker. Em sua consulta, não houve dúvida: ele é um legítimo pitta, inteligente, ágil e irritado. Para desacelerar e resfriar o corpo, ele inicia a manhã com água com algumas gotas de limão e segue o dia, por exemplo, com suco de cenoura e laranja, damasco fresco, sanduíche de ricota, arroz de açafrão e feijão-verde. Para ele, ao contrário da filha, geladinhos caem bem (folhas, pepino, pera). Com os novos hábitos, diminuiu muito o consumo de carne vermelha. Ioga é recomendada para ajudar a equilibrar.
— Não faço, não tenho a menor paciência — diz. — No início, fui mais radical, agora, com o ritmo de gravações, é mais complicado. Mas eu adapto na rua, tento fazer as escolhas mais adequadas. Achei que seria mais difícil, que sentiria falta de refrigerante, linguiça, mas o paladar muda.
Quando escapa muito das orientações da terapeuta, o ator recorre a um dos antídotos. Sim, eles existem. Funcionam como uma espécie de compensação. O famoso dia seguinte deve correr sem carnes, laticínios, gorduras... Óleo de coco com cardamomo é uma das receitas que podem ajudar a neutralizar os efeitos das toxinas ingeridas, por exemplo.
A atriz Juliana Terra usa essa mesma especiaria no café. Quando a vontade é incontrolável e ela bebe várias xícaras num só dia, adiciona uma colherzinha de cardamomo, como um pó mágico. Assim como acontece com a maioria das pessoas que segue os princípios do ayurveda, Juliana se interessou pelo assunto, há mais de um ano, graças à ioga. Os terapeutas esclarecem que a prática, de fato, é um ótimo complemento, mas um pode funcionar bem sem o outro.
Juliana lembra da sua primeira consulta. Contou à terapeuta, com um leve sorriso de orgulho, que sua alimentação já era saudável, sem carnes e com muito arroz e pães integrais, além de iogurtes. Descobriu, naquele dia, que não devia comer nada disso.
— Eu tenho o estômago sensível e estava ingerindo muita fibra, então ela substituiu o arroz integral pelo basmati, mais nutritivo e bom para a digestão — conta Juliana. — Preciso comer gengibre, mamão, abacate, óleo de coco e peixe de água doce. O prato que mais sai lá em casa é bobó de abóbora com coentro, uma delícia.
Seu diagnóstico é raro: ela é tri-dosha. Além de kapha e pitta, a atriz possui, na mesma proporção, o terceiro e último dosha: vata, que engloba pessoas que perdem peso com facilidade, têm tendência a pele seca, possuem a mente muito agitada e variam bastante de humor. Para chegar ao equilíbrio, como são magros, devem comer alimentos muito nutritivos, entre eles amêndoa, aveia, lentilha rosa, figo e rapadura.
Os benefícios citados por essa turma que provou e aprovou a alimentação ayurvédica são parecidos: mais disposição, melhora do humor, da qualidade do sono, da digestão, da concentração, maior brilho na pele e no cabelo e alergias amenizadas. Mito ou verdade, fato é que cresce o número de cariocas que passaram a incluir kapha, vata e pitta no vocabulário diário da casa.
Nas salas onde a terapeuta Laura Pires atende, em Copacabana e na Barra, o movimento triplicou no último ano, com clientes como a atriz Grazi Massafera. Só há horário para daqui a um mês. Seus cursos de culinária no Mise en Place, no Espaço Itanhangá, também são concorridos. Para ela, não há nada de mágico na tradição: o bem-estar acontece graças ao equilíbrio dos doshas.
— É uma alimentação que ajuda a digerir e eliminar. O corpo passa a funcionar bem e isso traz uma sensação boa, de estar saudável — diz Laura.
Até restaurantes começaram a prestar atenção na demanda e trataram de incluir pratos que se encaixam na dieta. No Zazá Bistrô, em Ipanema, tem salada de folhas orgânicas com mel trufado, peras e lascas de grana padano. Outra opção são as pétalas de cenoura e beterraba acompanhadas de crocante de rapadura. Também em Ipanema, o Market agora oferece truta com semente de girassol e massa de arroz. Para degustar um chá, o Sawasdee, no Leblon, bolou combinações como canela, gengibre e anis; erva-doce, cardamomo e cominho. Tudo com indicações dos >sav
— As pessoas perguntam mais sobre os ingredientes, querem saber como é feito o prato para checar se é como manda o ayurveda — conta Carolina Figueiredo, chef do Market.
Os primeiros textos do ayurveda, que significa "ciência da vida", remetem a 1500 a.C. e foram encontrados em livros $da Índia. No país asiático, trata-se de uma medicina com o mesmo status da convencional, com graduação em universidades espalhadas principalmente pelo Sul. Os estudos englobam tratamentos de doenças, massagens com óleos e limpezas intestinais. Uma formação com pós-graduação e doutorado pode levar até 11 anos. Nas zonas mais rurais, o conhecimento costuma ser passado de geração em geração.
No mundo ocidental, a tradição é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma terapia. O número de filiados na Associação Brasileira de Ayurveda, que existe há 12 anos, vem subindo. Segundo o diretor da entidade, o engenheiro Paulo Bastos, a Abra (com escritórios no Rio e em São Paulo) conta atualmente com 300 associados — o dobro do que tinha em 2010. Ele ainda comemora o fato do ayurveda ter se tornado, ano passado, uma pós-graduação de dois anos na UFRJ, voltada para profissionais da área de saúde.
— Muita gente acredita que comida ayurvédica tem sabor indiano e acaba se surpreendendo quando vê que ela é adaptada para o gosto do brasileiro — diz Paulo, que divide o tempo entre seu escritório de engenharia e as viagens pelo Brasil, à frente de cursos, além de idas à Índia, levando grupos de brasileiros para estudar.
Sridhama Dasi estudou ayurveda por dois anos, aqui no Rio mesmo. Ela tem nome, aparência e roupas de indiana, mas nasceu em São Joaquim da Barra, interior de São Paulo. Ainda na adolescência, Maria Silva "se encontrou" na cultura hare krishna e ganhou o nome que usa. Nas frequentes festas dentro de templos, acabava indo parar na cozinha, por prazer e aptidão. Hoje, Sridhama é uma expert em culinária ayurvédica e prepara pratos na casa dos clientes, em pacotes para uma semana. De suas mãos ágeis, surgem arroz com mostarda em grãos, farofa de gérmen de trigo, risoto de folhas...
— Preparo também a ghee, que é a manteiga clarificada, usada para quase tudo. Basta ferver a manteiga sem sal, deixá-la em fogo baixo por mais de uma hora e ir retirando a espuma que se forma. O processo a livra de toxinas — ensina Sridhama.
Ter uma cozinheira ayurvédica para chamar de sua custa R$ 200, o dia.
Do forno do apartamento da família Lattuca, no Recreio, saiu um perfumado bolo de laranja, sexta-feira retrasada, fim de tarde. Foi feito com farinha integral e açúcar demerara, que não é refinado, outro queridinho da alimentação da moda. Por lá, mãe, filhas e empregada se entregaram à filosofia milenar. Primeiro, a matriarca. A designer Eliana Lattuca ouviu falar que seus princípios poderiam ajudá-la com as alergias respiratórias e foi atrás de uma consulta, que, em média, custa R$ 200. Depois, deu nas mãos da fiel empregada Ana Ramalho, 17 anos de casa, uma série de receitas próprias para o seu pitta.
Em poucas semanas, as filhas Juliana, de 17 anos, e Marina, de 13 anos, que torciam o nariz por acharem se tratar de uma dieta mais "natureba", renderam-se aos pratos.
— Achei que não podia comer carne, mas quando vi que pode, comecei a levar a sério. Sou vata. Amo o risoto de aspargos e o leite de amêndoas com mel — conta Juliana, que jura ter se livrado de frequentes terçóis.
Eliana Lattuca já segue as recomendações há mais de um ano e garante que jogou as caixas de antialérgicos fora. Perdeu também três quilos com os novos hábitos. Apesar de boa parte da procura pela dieta ser por mulheres que lutam contra a balança, terapeutas explicam que esse não é o foco. Não costuma haver nem balança nos locais das consultas. Enxugar a silhueta em alguns quilos, elas esclarecem, é uma consequência natural, já que o corpo se alimenta apenas com o que precisa, sem excessos.
Ana Ramalho, a empregada da casa dos Lattuca, sabe disso. Desde que começou a cozinhar os pratos pedidos pela patroa, aderiu ao regime.
— Eu era a magra do barrigão, sabe? A barriga foi embora — conta ela, que tem consulta marcada (presente de Eliana) para o fim do mês.
Até na sua casa, em Vargem Pequena, o marido e os quatro filhos aprovaram os sabores. Domingão por lá, agora, é dia de arroz com lentilha rosa e bolo de abobrinha.
O motivo que levou a professora de ioga Maria Manuela Lampert a buscar $ayurveda foi uma leve depressão, que chegou em dezembro passado. Ela lembra já ter se interessado pelo tema, seis anos atrás, mas ainda havia poucos cursos e terapeutas por aqui. Dessa vez, ficou impressionada com o aumento das opções. Seu pitta, hoje, é amansado desde o café da manhã, à base de mingau de aveia e frutas aquecidas. Segue à risca as regras que valem para todos os doshas, como nunca misturar leite com frutas.
— Nossa, vai dando um prazer quando você consegue cortar o que não te fazia bem, no meu caso, o café. Tinha muita oscilação de humor, isso melhorou muito — diz Manuela, que embarca para a Índia no fim do mês para estudar.
A terapeuta Laura Pires foi parar na Ín$para tratar os sintomas de uma esclerose múltipla, descoberta quando ela tinha 24 anos, em 2005. Ficou internada por 21 dias, entregou-se a um tratamento intensivo da medicina ayurvédica e recuperou movimentos da perna e parte da visão que tinha perdido. Foi quando a ex-estudante de Arquitetura resolveu mergulhar durante três anos na ciência indiana e passou a atender. Ela conta que, hoje, muita gente a procura para curar doenças, mas ressalta que o ayurveda não chegou aqui para substituir a medicina convencional, mas, sim, complementá-la. E funciona mais para prevenir do que para curar doenças.
A endocrinologista Isabela Bussade, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, explica que adotar uma dieta com rica combinação de alimentos possui, de fato, o poder da prevenção:
— A alta ingestão de alimentos naturais, não processados, é muito positiva nessa dieta — elogia a médica. — O cuidado seria apenas não acabar estressado por causa de muitas restrições. A alimentação é para ser confortável e prazerosa.


Leia mais sobre esse assunto em http://ela.oglobo.globo.com/vida/gastronomia/cariocas-restaurantes-aderem-alimentacao-ayurvedica-5481356#ixzz21Ls4z7va
Copyright © 2012 O Globo S.A.

terça-feira, 17 de julho de 2012

SAT CHIT ANANDA





SAT CHIT ANANDA

I am  pure existence,  pure consciences,  pure blessings...

SAT CHIT ANANDA

Eu sou a pura existência, a pura consciência, a pura felicidade...

Esteja presente... sinta seu corpo...inspire profundamente...  exale calmamente...

Desperte...

Bom dia...



Pergunta: Nas aulas de Vedanta, o Ser é definido como sat, chit e ánanda. Acho que estou começando a entender "sat", existência, e "chit", consciência, mas "ánanda", felicidade, ainda me parece difícil. Se sou realmente consciência não-dual sem uma identidade própria, uma consciência individual, como poderei saber que sou felicidade? Quando a individualidade se vai, parece que o "eu-que-conhece" também some e só resta essa morna consciência/existência. Não sei se quero ser assim. Como pode isso ser felicidade?

Resposta: O problema aqui está na tradução de sat, chit e ánanda para respectivamente existência, conhecimento e felicidade ou êxtase. Se é essa a tradução, tudo pode ficar bem confuso. Tomemos, por exemplo, a palavra "sat". Ela não tem um significado real se não está acompanhada da palavra "ánanda". Sat, chit, ánanda equivale a satyam, jñánam, anantam brahman. Significam a mesma coisa. A palavra "ananta" é muito clara. Ananta quer dizer o que não tem anta, nenhum fim, isto é, como objeto, não tem qualquer atributo que situe ou o distinga de outro objeto. Suponhamos um objeto que tenha atributos. Esses atributos distinguem este objeto dos dernais. Urna cadeira tem o atributo de "ser cadeira" (ter "cadeiridade", chairness, em inglês), que a limita.

Digo "cadeira" e qualquer um sabe que não estou me referindo a uma mesa, ou parede ou seja lá o que for. Nada além de cadeira. Se a palavra ananta é usada para satyam (existência - aquilo que é) então, nesse sentido, "é" (existência) não tem qualquer lirnite porque não tem quaisquer atributos que o limitem. Isso quer dizer que não há limitação objetiva para satyam, aí incluídos limites de tempo e espaço. Assim, só aquilo que não possui limite de tempo, de espaço e de objetificação pode ser satyam. Somente essa espécie de satyam pode ser Brahman.

Portanto, a mera tradução de satyam para existência não funciona. Existência quer dizer existência de algo. Geralmente, entendemos que qualquer coisa que exista carrega em si o elemento tempo. "Existência" supõe sempre o elemento tempo. Dizer que uma coisa existe significa ordinariamente que ela antes não estava aqui, agora existe e mais tarde poderá não existir. E, mesmo enquanto existe, pode não ser a mesma no próximo minuto. Portanto, todos os nossos conceitos de existência baseiam-se em termos de tempo, qualidade e lugar. Se dizemos simplesmente que satyam significa existência, estamos tomando satyam como palavra comum, do mesmo calibre da palavra existência que podemos usar para o que quer que seja. Temos a existência da luz, das mesas, dos micróbios, etc. "Existência" refere-se sempre a algo mais que a qualifica. Ou esse algo mais está qualificado pela existência. Um objeto é qualificado pela existência - ele É. A cadeira é - "cadeira" tomado como substantivo, "é" como qualidade. A cadeira tem a qualidade de existir; é assim que encaramos toda essa estória. Mas, quando se trata de satyam, falamos de existência sem qualquer forma de limitação.

Só assim podemos manter a palavra existência para definir satyam. Satyam é "é" (existência). Uma vez que satyam é traduzido como existência, devemos acrescentar a palavra anantam. Que tipo de existência é representado por satyam? Existência sem limites. Quer dizer que não há nada além de satyam, existência sem limites. Não houve nascimento em certo instante, nem há uma forma particular que mude com o tempo, portanto estando livre deste, livre da objetificação e dos atributos. Satyam quer dizer pura existência. Não é a existência de Brahman. Brahman é existência. Não como a existência de uma cadeira. Brahman é satyam. Existência, satyam, em si mesma, é Brahman, e qualquer coisa a mais é nome, forma. Todos os nomes e formas estão contidos em Brahman, que é existência. Por isso, a palavra anantam é muito importante na compreensão de satyam.

Da mesma forma, a palavra "jñánam" é também necessária para definir satyam. 0 "objeto do conhecirnento", o "sujeito do conhecimento" e os "meios do conhecimento" são todos chamados jñánam. Conhecer também se diz jñánam. Então, de que espécie de jñánam estamos falando agora? Deve ser satyam jñánam. Satyam significa aquilo que é invariável em todas as formas de existência, porque não há nada que esteja fora dele. Portanto, deve ser anantam jñánam, satyam jñánam. Satyam mesmo existe na forma de jñánam. Que espécie de jñánam? Jñánam que é satyam e anantam. Não é o conhecedor, o conhecido ou (o processo de) conhecer, mas aquilo que é satyam em todos três. 0 que é esse satyam? É puramente consciência. Não é o conhecedor. O conhecedor depende da consciência; consciência não é o conhecedor. Não é o conhecimento. O conhecimento depende da consciência; consciência não é conhecimento. Não é o objeto do seu pensamento. O objeto do seu pensamento está na consciência, mas consciência não é o objeto do seu pensamento. O conhecer e os meios do conhecimento envolvem a consciência invariável, mas a consciência em si não é nenhum deles. A palavra ananta (ilimitado) é necessária para compreender satyam, jñánam ou sat, chit.

Se se traduz sat, chit, ánanda como existência, conhecimento, êxtase, chega-se à existência no sentido do ilimitado, do eterno, e então você conclui: "Oh, o Ser (átman) é eterno. Mas, Swamji, como posso compreender essa eterna consciência que ao mesmo tempo é êxtase? Entendo que átman é eterna consciência, mas como experimentá-lo corno êxtase?". Quem faz essa pergunta está usando êxtase com o sentido de algo que se experimenta. Palavras usadas dessa forma causam problemas de comunicação. Palavras desse tipo são usadas como lakshana na comunicação. A palavra lakshana significa indicação, sinal característico, símbolo ou ilustração. A palavra ánanda em sat, chit, ánanda é usada como [o]lakshana que aponta um fato, uma verdade. Satyam é uma lakshana para satyam que é ilimitado. Jñánam é uma lakshana para jñánam que é plenitude, infinitude. Quando dizemos sat, chit, ánanda, o ánanda swarupa, a natureza de ánanda está na forrna de felicidade. A tradução não é exatamente felicidade, porque felicidade é uma palavra que supõe uma experiência, que indica uma experiência da mente, um vritti (pensamento) na mente. A mente assume um shanti vritti (um pensamento feliz, de completa paz) e a felicidade se manifesta.

Essa felicidade poderá pertencer ao mundo? Ela não vem deste mundo. Se vem do mundo, qual será o objeto que me faz feliz? Não existe um objeto no mundo que possa fazer-me feliz. Nenhuma situação pode ser tomada como felicidade, porque ela mesma pode fazer alguém infeliz mais tarde. As pessoas ficam felizes ou infelizes em diferentes situações. Portanto, nenhuma situação, objeto, momento ou local particular pode ser considerado uma fonte de felicidade. Então você tem de perguntar-se se a felicidade não estará dentro de você. Mas, se dizemos 'dentro de você', que significa isso? A mente? Se a mente fosse a fonte da felicidade, não poderia haver tristeza. Mas a mente também está presente na tristeza. Portanto, não se pode dizer que uma mente pensativa é a fonte da felicidade. Nem dizer que fico feliz quando o mundo está ausente. Isso não é verdade. Pode-se apreciar o mundo e ser feliz. Você pode escutar música e ser feliz. Você pode tomar sorvete e sentir-se feliz. Ou ficar feliz dançando. Ou sentir-se feliz por gostar de alguém. A experiência sensorial do mundo pode trazer felicidade. Portanto, não se pode dizer que o mundo nos faz infelizes. Não é verdade, porque se pode contradizer essa opinião.

Portanto, não se pode dizer que o mundo nos faz infelizes, porque ele também nos faz felizes. Felicidade não tem nada a ver com o mundo ou com a mente. Não se pode dizer que a mente está ausente quando estamos felizes, porque a mente está desperta nesse mornento. Os sentidos não estão ausentes, o corpo não está ausente, nem o mundo, nem a mente, e no entanto a felicidade aí está. Afinal, quando a felicidade está presente, o que mais está? Eu diria que existe apenas você, menos as suas noções. 0 que quer dizer isso? Sou urn buscador, estou identificado corn o ahankara (noção do "eu"), com a estória de identificar-me com um ser mortal, limitado, cheio de desejos. Essa noção particular de ser um ente mortal e limitado é momentaneamente superada, porque alguma coisa muito absorvente me captou e por isso esqueci de mim mesmo e sou feliz. O que quer dizer 'esquecer-me de rnim'? Não é que o "eu" tenha desaparecido. O que foi esquecido foi a sua história, seus problernas. Foram todos esquecidos e você está feliz. Isso significa que a felicidade se torna um estado. Nesse estado, o que está presente é a plenitude, a infinitude. Esse é o "eu" que se manifesta. Na realidade, não há mais uma divisão entre buscador/busca quando se está feliz. O mundo não é mais objeto dessa busca, e você não é mais o buscador. Você não deseja mais que sua mente ou seu corpo sejam diferentes. Nesse momento, tudo existe e é plenitude. Você é plenitude. O mundo também é plenitude. A mesma plenitude está lá. Felicidade torna-se um lakshana da infinitude que é a sua natureza. Só então podemos usar as palavras sat, chit, ánanda como lakshana para átman.

O que acontece é que as pessoas não compreendern isso e dizem: "Swamji, eu compreendo átman, que é sat, chit, ánanda, mas como posso experimentar ánanda/êxtase? A pessoa que pergunta isso conhece diferentes tipos de êxtase e quer agora um novo tipo, inconfundível. Tem de ser diferente do êxtase do chocolate ou do disco, e de qualquer outro êxtase já conhecido. Ela quer esse novo êxtase, que é o êxtase de átman. Outros tipos já foram vistos desde a infância - o êxtase do balão de borracha - até os atuais êxtases do Caribe ou do Havaí. E tendo tudo experimentado, encontra-se pronto para o êxtase de átman. Tais pessoas sentem que, ao experimentar esse êxtase, atingirão a iluminação. Será isso verdade? Suponhamos que alguém tem uma experiência de êxtase, para a qual utilizou determinadas técnicas aprendidas. Você comprime tal parte, olha assim ou assado, etc, e afinal experimenta algum êxtase. Como saber se esse êxtase é o êxtase de átman?

Ao definir ánanda corno felicidade/êxtase, damos a uma palavra com um significado simbólico uma conotação de experiência. Ánanda passa a ser algo que deve ser experirnentado. Muito naturalmente, todos começam a aguardar um êxtase experimentável.

Suponhamos que você experimente determinado êxtase; este não lhe dirá "Eu sou o êxtase de átman", não haverá declarações desse tipo. Então, como saber? De novo você busca uma experiência extática, e de novo tem de interpretar esse êxtase. Será o êxtase de átman? E, assim, naturalmente a pergunta passa a ser: "qual o meio de conhecimento para interpretar o êxtase? A percepção como meio de conhecimento não poderá auxiliá-lo. Você só poderá dizer que por um momento "me pareceu estar em êxtase e agora não estou mais". Dizer "eu estava em êxtase" é inteiramente diferente de dizer "eu sou êxtase". Na verdade, você é êxtase e somente êxtase. Qualquer experiência de êxtase que se tenha não é mais que a manifestação da infinitude que é você. Ánanda, felicidade, é pois uma palavra que usamos geralmente como lakshana para infinitude.

Swami Dayananda Saraswati
Texto extraído do site yoga.pro.br

sábado, 14 de julho de 2012

AGENDA PROXIMOS MESES

CRONOGRAMA JULHO E AGOSTO DE 2012

JULHO

DE 16 A 27 DE JULHO: CONSULTAS EM TERAPIA AYURVÉDICA - RIO DE JANEIRO
COPACABANA- ANTARYAMIN - 3201 1355
BARRA DA TIJUCA- STUDIO POSTURAL - 2431 6741

DIA 21 DE JULHO : CURSO DE CULINÁRIA AYURVÉDICA - RIO DE JANEIRO-
MISE EN PLACE
http://mepeg.com.br/
Inscrições e informações 2491-4090 / 7735-3003

DIA 29 DE JULHO : PALESTRA NO ENCONTRO PAULISTA DE AYURVEDA
" ALIMENTAÇÃO AYURVÉDICA NA SAÚDE DA MULHER".
INSCRIÇÕES: http://www.ayurveda.org.br

DIA 30 DE JULHO: CONSULTAS EM TERAPIA AYURVÉDICA - SÃO PAULO
YOGAFLOW: (11) 3848 6857


AGOSTO


DIAS 4 E 5 DE AGOSTO:  INÍCIO DO CURSO DE APROFUNDAMENTO EM NUTRIÇÃO E CULINÁRIA AYURVÉDICA -  DURAÇÃO 4 MESES  - RIO DE JANEIRO
Inscrições e Informações: cursosbuscadaessencia@yahoo.com


DIA 11 DE AGOSTO - RIO DE JANEIRO  - CURSO DE Culinária Ayurvédica DETOX
MISE EN PLACE - http://mepeg.com.br/
Inscrições e informações 2491-4090 / 7735-3003


DIAS 18 E 19 DE AGOSTO : INICIO DO CURSO DE APROFUNDAMENTO EM YOGA E AYURVEDA COM DIEGO KOURY E LAURA PIRES - RIO DE JANEIRO - DURAÇÃO 5 MESES
Informações e Inscrições: 9464 7845 ou dgkoury@yahoo.com.br

CONSULTAS EM TERAPIA AYURVÉDICA - RIO DE JANEIRO
DE 8 A 24 DE AGOSTO -

 - RIO DE JANEIRO
COPACABANA- ANTARYAMIN - 3201 1355
BARRA DA TIJUCA- STUDIO POSTURAL - 2431 6741



NAMASTÊ

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Curso de Culinária Ayurvédica

                                                            Dia 21 de julho de 2012                                                            


                                                               Horário: 9h as 13h                                                                 


                                                       Local :  Mise en Place - Rio de Janeiro                                       


Inscrições e informações 2491-4090 / 7735-3003 ou www.mepeg.com.br                                 




Valor promocional no mês de julho.  R$ 120,00                                                                            




Vagas limitadas!!!


Cardápio: arroz basmati
legumes ao curry de amêndoas
salada quente de brotos
dhall
Ghee
Lassi
Panqueca de quinoa
Masalas

Entre outros...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

CURSO DE CULINÁRIA AYURVÉDICA EM SÃO PAULO!!!!! Dia 11 de julho de 2012



CURSO DE CULINÁRIA AYURVÉDICA EM SÃO PAULO!!!!!

Dia 11 de julho de 2012


Horário: 18h às 21:30h


LOCAL: Quattrino Restaurante


Rua: Oscar Freire 506, São Paulo





Inscrições antecipadas pelo tel: (11) 3068 0319





quattrino@uol.com.br





Vagas limitadas





Valor: R$ 150,00





www.quattrino.com.br        

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Nova receita nutritiva de papaya!!!!





Creme de papaya com amêndoas  

                                 By Laura Pires
 
                                                                        Ingredientes: 
1 mamão papaya sem sementes
10 amêndoas sem pele
1 colher de sobremesa de quinoa em flocos
1 banana dágua
1/2 colher de chá de cardamomo em pó
1 pitada de canela em pó
( Para quem é Pitta fazer sem a banana e canela
Para Kapha - sem banana )

Bater todos os ingredientes no liquidificador até formar um creme bem homogêneo.

Servir em temperatura ambiente!!! Nunca gelado!!!!


Digestivo, nutritivo e tonificante!!!!