terça-feira, 17 de julho de 2012

SAT CHIT ANANDA





SAT CHIT ANANDA

I am  pure existence,  pure consciences,  pure blessings...

SAT CHIT ANANDA

Eu sou a pura existência, a pura consciência, a pura felicidade...

Esteja presente... sinta seu corpo...inspire profundamente...  exale calmamente...

Desperte...

Bom dia...



Pergunta: Nas aulas de Vedanta, o Ser é definido como sat, chit e ánanda. Acho que estou começando a entender "sat", existência, e "chit", consciência, mas "ánanda", felicidade, ainda me parece difícil. Se sou realmente consciência não-dual sem uma identidade própria, uma consciência individual, como poderei saber que sou felicidade? Quando a individualidade se vai, parece que o "eu-que-conhece" também some e só resta essa morna consciência/existência. Não sei se quero ser assim. Como pode isso ser felicidade?

Resposta: O problema aqui está na tradução de sat, chit e ánanda para respectivamente existência, conhecimento e felicidade ou êxtase. Se é essa a tradução, tudo pode ficar bem confuso. Tomemos, por exemplo, a palavra "sat". Ela não tem um significado real se não está acompanhada da palavra "ánanda". Sat, chit, ánanda equivale a satyam, jñánam, anantam brahman. Significam a mesma coisa. A palavra "ananta" é muito clara. Ananta quer dizer o que não tem anta, nenhum fim, isto é, como objeto, não tem qualquer atributo que situe ou o distinga de outro objeto. Suponhamos um objeto que tenha atributos. Esses atributos distinguem este objeto dos dernais. Urna cadeira tem o atributo de "ser cadeira" (ter "cadeiridade", chairness, em inglês), que a limita.

Digo "cadeira" e qualquer um sabe que não estou me referindo a uma mesa, ou parede ou seja lá o que for. Nada além de cadeira. Se a palavra ananta é usada para satyam (existência - aquilo que é) então, nesse sentido, "é" (existência) não tem qualquer lirnite porque não tem quaisquer atributos que o limitem. Isso quer dizer que não há limitação objetiva para satyam, aí incluídos limites de tempo e espaço. Assim, só aquilo que não possui limite de tempo, de espaço e de objetificação pode ser satyam. Somente essa espécie de satyam pode ser Brahman.

Portanto, a mera tradução de satyam para existência não funciona. Existência quer dizer existência de algo. Geralmente, entendemos que qualquer coisa que exista carrega em si o elemento tempo. "Existência" supõe sempre o elemento tempo. Dizer que uma coisa existe significa ordinariamente que ela antes não estava aqui, agora existe e mais tarde poderá não existir. E, mesmo enquanto existe, pode não ser a mesma no próximo minuto. Portanto, todos os nossos conceitos de existência baseiam-se em termos de tempo, qualidade e lugar. Se dizemos simplesmente que satyam significa existência, estamos tomando satyam como palavra comum, do mesmo calibre da palavra existência que podemos usar para o que quer que seja. Temos a existência da luz, das mesas, dos micróbios, etc. "Existência" refere-se sempre a algo mais que a qualifica. Ou esse algo mais está qualificado pela existência. Um objeto é qualificado pela existência - ele É. A cadeira é - "cadeira" tomado como substantivo, "é" como qualidade. A cadeira tem a qualidade de existir; é assim que encaramos toda essa estória. Mas, quando se trata de satyam, falamos de existência sem qualquer forma de limitação.

Só assim podemos manter a palavra existência para definir satyam. Satyam é "é" (existência). Uma vez que satyam é traduzido como existência, devemos acrescentar a palavra anantam. Que tipo de existência é representado por satyam? Existência sem limites. Quer dizer que não há nada além de satyam, existência sem limites. Não houve nascimento em certo instante, nem há uma forma particular que mude com o tempo, portanto estando livre deste, livre da objetificação e dos atributos. Satyam quer dizer pura existência. Não é a existência de Brahman. Brahman é existência. Não como a existência de uma cadeira. Brahman é satyam. Existência, satyam, em si mesma, é Brahman, e qualquer coisa a mais é nome, forma. Todos os nomes e formas estão contidos em Brahman, que é existência. Por isso, a palavra anantam é muito importante na compreensão de satyam.

Da mesma forma, a palavra "jñánam" é também necessária para definir satyam. 0 "objeto do conhecirnento", o "sujeito do conhecimento" e os "meios do conhecimento" são todos chamados jñánam. Conhecer também se diz jñánam. Então, de que espécie de jñánam estamos falando agora? Deve ser satyam jñánam. Satyam significa aquilo que é invariável em todas as formas de existência, porque não há nada que esteja fora dele. Portanto, deve ser anantam jñánam, satyam jñánam. Satyam mesmo existe na forma de jñánam. Que espécie de jñánam? Jñánam que é satyam e anantam. Não é o conhecedor, o conhecido ou (o processo de) conhecer, mas aquilo que é satyam em todos três. 0 que é esse satyam? É puramente consciência. Não é o conhecedor. O conhecedor depende da consciência; consciência não é o conhecedor. Não é o conhecimento. O conhecimento depende da consciência; consciência não é conhecimento. Não é o objeto do seu pensamento. O objeto do seu pensamento está na consciência, mas consciência não é o objeto do seu pensamento. O conhecer e os meios do conhecimento envolvem a consciência invariável, mas a consciência em si não é nenhum deles. A palavra ananta (ilimitado) é necessária para compreender satyam, jñánam ou sat, chit.

Se se traduz sat, chit, ánanda como existência, conhecimento, êxtase, chega-se à existência no sentido do ilimitado, do eterno, e então você conclui: "Oh, o Ser (átman) é eterno. Mas, Swamji, como posso compreender essa eterna consciência que ao mesmo tempo é êxtase? Entendo que átman é eterna consciência, mas como experimentá-lo corno êxtase?". Quem faz essa pergunta está usando êxtase com o sentido de algo que se experimenta. Palavras usadas dessa forma causam problemas de comunicação. Palavras desse tipo são usadas como lakshana na comunicação. A palavra lakshana significa indicação, sinal característico, símbolo ou ilustração. A palavra ánanda em sat, chit, ánanda é usada como [o]lakshana que aponta um fato, uma verdade. Satyam é uma lakshana para satyam que é ilimitado. Jñánam é uma lakshana para jñánam que é plenitude, infinitude. Quando dizemos sat, chit, ánanda, o ánanda swarupa, a natureza de ánanda está na forrna de felicidade. A tradução não é exatamente felicidade, porque felicidade é uma palavra que supõe uma experiência, que indica uma experiência da mente, um vritti (pensamento) na mente. A mente assume um shanti vritti (um pensamento feliz, de completa paz) e a felicidade se manifesta.

Essa felicidade poderá pertencer ao mundo? Ela não vem deste mundo. Se vem do mundo, qual será o objeto que me faz feliz? Não existe um objeto no mundo que possa fazer-me feliz. Nenhuma situação pode ser tomada como felicidade, porque ela mesma pode fazer alguém infeliz mais tarde. As pessoas ficam felizes ou infelizes em diferentes situações. Portanto, nenhuma situação, objeto, momento ou local particular pode ser considerado uma fonte de felicidade. Então você tem de perguntar-se se a felicidade não estará dentro de você. Mas, se dizemos 'dentro de você', que significa isso? A mente? Se a mente fosse a fonte da felicidade, não poderia haver tristeza. Mas a mente também está presente na tristeza. Portanto, não se pode dizer que uma mente pensativa é a fonte da felicidade. Nem dizer que fico feliz quando o mundo está ausente. Isso não é verdade. Pode-se apreciar o mundo e ser feliz. Você pode escutar música e ser feliz. Você pode tomar sorvete e sentir-se feliz. Ou ficar feliz dançando. Ou sentir-se feliz por gostar de alguém. A experiência sensorial do mundo pode trazer felicidade. Portanto, não se pode dizer que o mundo nos faz infelizes. Não é verdade, porque se pode contradizer essa opinião.

Portanto, não se pode dizer que o mundo nos faz infelizes, porque ele também nos faz felizes. Felicidade não tem nada a ver com o mundo ou com a mente. Não se pode dizer que a mente está ausente quando estamos felizes, porque a mente está desperta nesse mornento. Os sentidos não estão ausentes, o corpo não está ausente, nem o mundo, nem a mente, e no entanto a felicidade aí está. Afinal, quando a felicidade está presente, o que mais está? Eu diria que existe apenas você, menos as suas noções. 0 que quer dizer isso? Sou urn buscador, estou identificado corn o ahankara (noção do "eu"), com a estória de identificar-me com um ser mortal, limitado, cheio de desejos. Essa noção particular de ser um ente mortal e limitado é momentaneamente superada, porque alguma coisa muito absorvente me captou e por isso esqueci de mim mesmo e sou feliz. O que quer dizer 'esquecer-me de rnim'? Não é que o "eu" tenha desaparecido. O que foi esquecido foi a sua história, seus problernas. Foram todos esquecidos e você está feliz. Isso significa que a felicidade se torna um estado. Nesse estado, o que está presente é a plenitude, a infinitude. Esse é o "eu" que se manifesta. Na realidade, não há mais uma divisão entre buscador/busca quando se está feliz. O mundo não é mais objeto dessa busca, e você não é mais o buscador. Você não deseja mais que sua mente ou seu corpo sejam diferentes. Nesse momento, tudo existe e é plenitude. Você é plenitude. O mundo também é plenitude. A mesma plenitude está lá. Felicidade torna-se um lakshana da infinitude que é a sua natureza. Só então podemos usar as palavras sat, chit, ánanda como lakshana para átman.

O que acontece é que as pessoas não compreendern isso e dizem: "Swamji, eu compreendo átman, que é sat, chit, ánanda, mas como posso experimentar ánanda/êxtase? A pessoa que pergunta isso conhece diferentes tipos de êxtase e quer agora um novo tipo, inconfundível. Tem de ser diferente do êxtase do chocolate ou do disco, e de qualquer outro êxtase já conhecido. Ela quer esse novo êxtase, que é o êxtase de átman. Outros tipos já foram vistos desde a infância - o êxtase do balão de borracha - até os atuais êxtases do Caribe ou do Havaí. E tendo tudo experimentado, encontra-se pronto para o êxtase de átman. Tais pessoas sentem que, ao experimentar esse êxtase, atingirão a iluminação. Será isso verdade? Suponhamos que alguém tem uma experiência de êxtase, para a qual utilizou determinadas técnicas aprendidas. Você comprime tal parte, olha assim ou assado, etc, e afinal experimenta algum êxtase. Como saber se esse êxtase é o êxtase de átman?

Ao definir ánanda corno felicidade/êxtase, damos a uma palavra com um significado simbólico uma conotação de experiência. Ánanda passa a ser algo que deve ser experirnentado. Muito naturalmente, todos começam a aguardar um êxtase experimentável.

Suponhamos que você experimente determinado êxtase; este não lhe dirá "Eu sou o êxtase de átman", não haverá declarações desse tipo. Então, como saber? De novo você busca uma experiência extática, e de novo tem de interpretar esse êxtase. Será o êxtase de átman? E, assim, naturalmente a pergunta passa a ser: "qual o meio de conhecimento para interpretar o êxtase? A percepção como meio de conhecimento não poderá auxiliá-lo. Você só poderá dizer que por um momento "me pareceu estar em êxtase e agora não estou mais". Dizer "eu estava em êxtase" é inteiramente diferente de dizer "eu sou êxtase". Na verdade, você é êxtase e somente êxtase. Qualquer experiência de êxtase que se tenha não é mais que a manifestação da infinitude que é você. Ánanda, felicidade, é pois uma palavra que usamos geralmente como lakshana para infinitude.

Swami Dayananda Saraswati
Texto extraído do site yoga.pro.br

sábado, 14 de julho de 2012

AGENDA PROXIMOS MESES

CRONOGRAMA JULHO E AGOSTO DE 2012

JULHO

DE 16 A 27 DE JULHO: CONSULTAS EM TERAPIA AYURVÉDICA - RIO DE JANEIRO
COPACABANA- ANTARYAMIN - 3201 1355
BARRA DA TIJUCA- STUDIO POSTURAL - 2431 6741

DIA 21 DE JULHO : CURSO DE CULINÁRIA AYURVÉDICA - RIO DE JANEIRO-
MISE EN PLACE
http://mepeg.com.br/
Inscrições e informações 2491-4090 / 7735-3003

DIA 29 DE JULHO : PALESTRA NO ENCONTRO PAULISTA DE AYURVEDA
" ALIMENTAÇÃO AYURVÉDICA NA SAÚDE DA MULHER".
INSCRIÇÕES: http://www.ayurveda.org.br

DIA 30 DE JULHO: CONSULTAS EM TERAPIA AYURVÉDICA - SÃO PAULO
YOGAFLOW: (11) 3848 6857


AGOSTO


DIAS 4 E 5 DE AGOSTO:  INÍCIO DO CURSO DE APROFUNDAMENTO EM NUTRIÇÃO E CULINÁRIA AYURVÉDICA -  DURAÇÃO 4 MESES  - RIO DE JANEIRO
Inscrições e Informações: cursosbuscadaessencia@yahoo.com


DIA 11 DE AGOSTO - RIO DE JANEIRO  - CURSO DE Culinária Ayurvédica DETOX
MISE EN PLACE - http://mepeg.com.br/
Inscrições e informações 2491-4090 / 7735-3003


DIAS 18 E 19 DE AGOSTO : INICIO DO CURSO DE APROFUNDAMENTO EM YOGA E AYURVEDA COM DIEGO KOURY E LAURA PIRES - RIO DE JANEIRO - DURAÇÃO 5 MESES
Informações e Inscrições: 9464 7845 ou dgkoury@yahoo.com.br

CONSULTAS EM TERAPIA AYURVÉDICA - RIO DE JANEIRO
DE 8 A 24 DE AGOSTO -

 - RIO DE JANEIRO
COPACABANA- ANTARYAMIN - 3201 1355
BARRA DA TIJUCA- STUDIO POSTURAL - 2431 6741



NAMASTÊ

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Curso de Culinária Ayurvédica

                                                            Dia 21 de julho de 2012                                                            


                                                               Horário: 9h as 13h                                                                 


                                                       Local :  Mise en Place - Rio de Janeiro                                       


Inscrições e informações 2491-4090 / 7735-3003 ou www.mepeg.com.br                                 




Valor promocional no mês de julho.  R$ 120,00                                                                            




Vagas limitadas!!!


Cardápio: arroz basmati
legumes ao curry de amêndoas
salada quente de brotos
dhall
Ghee
Lassi
Panqueca de quinoa
Masalas

Entre outros...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

CURSO DE CULINÁRIA AYURVÉDICA EM SÃO PAULO!!!!! Dia 11 de julho de 2012



CURSO DE CULINÁRIA AYURVÉDICA EM SÃO PAULO!!!!!

Dia 11 de julho de 2012


Horário: 18h às 21:30h


LOCAL: Quattrino Restaurante


Rua: Oscar Freire 506, São Paulo





Inscrições antecipadas pelo tel: (11) 3068 0319





quattrino@uol.com.br





Vagas limitadas





Valor: R$ 150,00





www.quattrino.com.br        

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Nova receita nutritiva de papaya!!!!





Creme de papaya com amêndoas  

                                 By Laura Pires
 
                                                                        Ingredientes: 
1 mamão papaya sem sementes
10 amêndoas sem pele
1 colher de sobremesa de quinoa em flocos
1 banana dágua
1/2 colher de chá de cardamomo em pó
1 pitada de canela em pó
( Para quem é Pitta fazer sem a banana e canela
Para Kapha - sem banana )

Bater todos os ingredientes no liquidificador até formar um creme bem homogêneo.

Servir em temperatura ambiente!!! Nunca gelado!!!!


Digestivo, nutritivo e tonificante!!!!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Neste sábado: Culinária Ayurvédica




                   Curso de culinária detox ayurvédico - Rio de Janeiro


CURSO DE CULINÁRIA DETOX 
com Laura Pires




                                                 Dia 30  de junho  de 2012

Horário: 9 às 13hr

Sopas, sucos, doces, lentilhas, arroz, legumes com especiarias, etc. A desintoxicação ayurvédica ajuda você a conhecer melhor as necessidades do seu corpo, elimina toxina e emagrece.

 LOCAL: Mise en place 

Estrada da Barra da Tijuca, nº 1.636 – Bloco B – Loja A – Itanhangá- Rio de Janeiro 

Inscrições antecipadas pelo tel:(21) 2491-4090 ou www.mepeg.com.br

Vagas limitadas 

Valor: R$ 180,00
 
Laura Pires
Terapeuta Alimentar Ayurvédica
http://buscadaessencia.blogspot.com/

terça-feira, 26 de junho de 2012

Krishnamacharya

“Inhale, and God approaches you. Hold the inhalation, and God remains with you. Exhale, and you approach God. Hold the exhalation, and surrender to God.”

"Inspire, e Deus se aproxima de você. Segure a inspiração e Deus permanece com você. Expire, e você se aproxima de Deus. Segure a expiração, e entregue-se a Deus".

Krishnamacharya

domingo, 24 de junho de 2012

Revist Serafina- Folha de São Paulo- Matéria Culinária Ayurvédica


24/06/2012 - 07h00
Terapeuta aiurvédica, Laura Pires ensina segredos da comida que cura
KARLA MONTEIRO
DO RIO

"Tudo o que entra em contato com os cinco sentidos é alimento", afirma Laura Pires, 31, ex-arquiteta que virou chef de culinária aiurvédica.

"Até o que você ouve pode equilibrar ou desequilibrar seu organismo. Você não se intoxica só com o que bota na boca", diz, enquanto pilota uma panela de bobó de pupunha fresca. Todo sábado, Laura ensina receitas e truques para uma plateia seleta na Barra da Tijuca. A atriz Grazi Massafera entusiasmou-se tanto que mudou a alimentação do seu Cauã Reymond. "Aprendi a comer, consumindo quase as mesmas coisas. Salada depois do prato principal, por exemplo, ajuda na digestão", diz Grazi.


A culinária aiurvédica nasceu na Índia, há mais de 5.000 anos. É irmã gêmea da ioga. E faz parte de um conjunto de práticas medicinais em que o fundamento, a base, é a desintoxicação.
No curso, Laura ensina desde pratos para o dia a dia até a utilização de especiarias que colaboram para o equilíbrio do organismo.

Foto: Gustavo Pellizzon

Laura percebeu que comida podia ser remédio depois de receber um diagnóstico de esclerose múltipla, em 2006
Entre uma receita e outra, solta dicas. Entre elas, não beber nada gelado, pois o corpo esfria e despende muita energia para reaquecer. Usar o "ghee", uma manteiga clarificada, carro-chefe do aiurveda, em vez de óleo. Cachacinha de gengibre com limão e mel facilita a digestão. Tudo segue a mesma lógica: harmonizar o funcionamento do corpo.

Febre entre os naturebas dos Estados Unidos e da Inglaterra, o aiurveda não é unanimidade. O endocrinologista Alberto Serfaty, do Rio de Janeiro, diz: "Não há verdade absoluta. Mas já se sabe que os alimentos previnem e alteram quadros clínicos. Mas é preciso agregar suplementos, como faz a medicina ortomolecular".

A turma que frequenta a cozinha de Laura, porém, aposta na comida. "Tinha pouca energia, minha digestão não era boa. E cansei de tomar remedinhos e voltar para os mesmos problemas", diz a corretora de investimentos Alice Maia.

Laura aprendeu que comida podia ser remédio depois de receber um diagnóstico dramático, em 2006: esclerose múltipla. Na época, morava no Rio e trabalhava em um escritório de arquitetura em São Paulo. Vivia na ponte aérea. "Eu era uma doida", resume.

RUMO À ÍNDIA

Um dia, acordou com a visão do olho esquerdo borrada. E logo vieram outros sintomas: paralisação parcial de um lado do corpo, perda da coordenação, fadiga. "Ia a médicos a cada dois, três dias", lembra.

"Uma noite, olhei para o meu marido e falei: 'Vamos para a Índia'. Ele pesquisava tratamentos alternativos e havia recebido um e-mail de um médico indiano."

Na Índia, Laura foi parar em um hospital de neurologia que trata os pacientes com o aiurveda. Por um mês, submeteu-se a um "panchakarma", sistema de "detox" radical. Desde então, voltou quatro vezes ao subcontinente asiático para tratamentos, fez cursos de formação em terapia aiurvédica e seguiu à risca as orientações.

Há quatro anos, ela diz, está livre dos sintomas: "Após dois anos, entrei em equilíbrio. O corpo tem uma tendência a se desequilibrar. Estou bem porque não entro mais na máquina. Se eu bobear, a doença volta".

Os limites são claros. Laura só trabalha três dias por semana. Às quartas e às sextas, atende no consultório. Aos sábados, dá aulas. Nunca ultrapassa seis horas diárias de labuta.
"Foi muito bom ter ficado doente porque enxerguei outra realidade. Isso é o que quero ensinar: a importância do estilo de vida", afirma.

Diante das panelas, a moça é alquimista. Com rapadura, faz um doce incrível. Com aveia, panquecas. Com manga, uma entrada apimentada. Com farinha integral e nozes, um bolo de lamber os beiços.

Numa manhã de sábado, ela ensinou 15 alunas a preparar um banquete para o organismo: "O segredo para o equilíbrio é mesmo aprender a relaxar. Comida ajuda, mas não resolve".


http://www1.folha.uol.com.br/serafina/1108552-terapeuta-aiurvedica-laura-pires-ensina-segredos-da-comida-que-cura.shtml

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Ayurveda para família no Rio de Janeiro




Durante o evento trarei informações para as pessoas que ainda não têm conhecimento sobre o Ayurveda, ou para aqueles que já o conhecem. Um final de semana onde aprenderão de maneira prática como utilizar esta sabedoria milenar da Índia na vida agitada da família moderna.
Mostrarei como podemos beneficiar a nós mesmos e toda a nossa família com estes conhecimentos na rotina diária. Ensinarei os fundamentos e o preparo de algumas receitas ayurvédicas (ghee, temperos, combinação de ervas, compostos, etc.) para situações cotidianas (gases, cortes, cólicas, contusões, etc.), a fim de obter equilíbrio na saúde e prevenir problemas futuros.


Também terão informações dos princípios básicos da medicina ayurvédica. E ainda a oportunidade de aprender a fazer uma auto-massagem, que revigora, relaxa, rejuvenesce, equilibra a saúde, deixa a pele mais vigorosa e os cabelos mais brilhosos.







Detalhes:
WORKSHOP – AYURVEDA PARA FAMÍLIA
Meios práticos de como utilizar a medicina milenar da Índia no dia-a-dia da
família moderna. com Laura Pires*
Dias: 14 e 15 de julho de 2012
Horários: Sábado das 9h às 12h e das 14h às 18h e
Domingo das 9h às 13h.
Local: Antaryamin - Copacabana - Rio de Janeiro
Inscrições e Informações: 21 8117 8513
buscadaessencia@yahoo.com
http://buscadaessencia.blogspot.com/
Valor: R$ 260,00




domingo, 17 de junho de 2012

Volta de NY


A vida é mesmo de constante aprendizado..
Todo mundo fala, filosofa quando volta das viagens...eu mesma sempre faço isso. E aqui estou novamente
Pois viajar, sair da nossa zona de conforto, da nossa rotina, do nosso dia a dia.. nos faz parar refletir... bom... o meu dia a dia já é bem assim.. minhas praticas de yoga, meditação, silencio, minha busca diária é mais ou menos assim... mas estava um pouco exausta mentalmente, muito trabalho, muitoooo estudo, e estava sentindo que ia “ pifar”... ainda mais depois de ter tido Dengue, e ainda quase ter que cancelar a viagem, já que um dia antes da viagem ainda tive que ir ao hospital...
E resolvi juntar o necessário e agradável... e fazer uma viagem bem diferente...muita gente não entendeu nada, você vai fazer o que em NY? Voce? Laura? Descansar em NY? Impossivel!!
Os EUA nunca foram meu destino favorito.. nunca quis visitar este pais. Tinha uma dificuldade em aceitar comportamentos, tendências, imposições... Mas a vida é isso ... não julgar...conhecer de perto... se permitir.
E lá fui eu para New York... o paraiso de muitas pessoas... todos me diziam !! você vai amar, não vai querer voltar.. e eu duvidava profundamente.
Mas minha experiência foi extremamente engrandecedora...
E caindo no clichê: nunca voltamos iguais depois de uma viagem... essa não foi diferente.
Meu principal proposito na verdade não foi passear, comprar, gastar tudo que podia e não podia e NY... claro que parte disso aconteceu... comi muito, mas muito mesmo. Os mercados e restaurantes foram meu destino principal nas poucas horas vagas... aproveitando para testar novos sabores, inspirar novas receitas, e testar meu próprio corpo.
Na verdade fui ajudar um pessoa muito especial... uma alma muito doce, pura escondida por traz de um homem duro, forte e arraigado a “sua cultura americana” , mas com a doce suavidade e espiritualidade de suas raízes indianas... Sofreu um grave acidente em 2010 com fraturas por todo o corpo, varias cirurgias, vários tratamentos, varias tentativas... e dia a dia vem recuperando gradativamente o movimento de uma das pernas que esta comprometida temporariamente.
Mostrar, e permitir a ele vivenciar 2 semanas de intenso ayurveda...em sua própria casa, tentando consolidar e intensificar na vida dele, em sua intensa rotina de trabalho , ter mais equilíbrio, ter mais saúde, ter mais vida. E sentir como esse tipo de cuidado, de sabedoria, pode facilitar e ajudar na sua completa recuperação e seguir o verdadeiro caminho da vida
Achei que NY ia me barrar em muitos sentidos... mas supreendentemente. Eu descobri uma NY , de muita paz, tranquilidade, comida muito saudável, fresca orgânica , barata e institutos de yoga fantásticos, clinicas ayurvédicas, silencio, saúde, contentamento, paz e muito respeito entre as pessoas...
Eu descobri uma NY que não se ve em guias de viagem, em sites de dicas de viagem, em lugar nenhum... eu descobri uma NY muito particular... muito gostosa, saborosa, transformadora, apaixonante, feliz...
Eu descobri uma Laura , cada vez mais capaz de se adaptar a qualquer situação... a qualquer experiência...a qualquer vida...
Eu descobri que ainda preciso mudar muito, crescer muito, transformar sempre!!!!
Jay Jay Life!!!

quinta-feira, 24 de maio de 2012




A doença é apenas um sinal de que não estamos na correta direção....

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Frase do dia....




"Que meus sonhos possam me manter acordada e desperta"

domingo, 20 de maio de 2012

Inspiração...

Bom dia... Estou mesmo inspirada...  acho que são as férias que estão se aproximando...

Acordei, apliquei meu óleo no corpo... pratiquei minha yoga e fui fazer meu delicioso café da manhã...

Mas queria algo especial e resolvi tentar um bolo sem ovos e sem leite... E ficou maravilhoso!!!!

Torta integral de laranja com creme de amendoas e canela... mas esta receitinha é segredo , por enquanto...

Preparem-se que o livro esta ficando muito saudavel e saboroso!!!

Um bom domingo para todos....

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Último dia de detox... Mais uma receitinha para vocês



Hoje acaba minha detox...  e para finalizar um jantarzinho saboroso e muito saudável!!!!
Talharim com legumes....


Bom apetite a todos....


 Receita: 


Talharim de quinoa ( receita sem glúten) by Laura Pires


100g de macarrão de quinoa
1 palmito pupunha fresco em fatias finas e
1/2 cenoura organica em fatias finas
50g de mini ervilha
1/2 alho poro em fatias finas
1 colher de chá de ghee
masala ideal para você ou curry
1 colher de chá de gengibre fresco ralado

Em uma panela, esquentar o ghee. Adicione o gengibre e refogue até dourar. Coloque o masala e em seguida o alho poro, refogue bem. Adicione os demais legumes mexa bem e adicione 1 copo de água. Deixe cozinhar até a agua secar.

Em outra panela ferva a agua e cozinhe o macarrão.

Quando pronto, misturar aos legumes e servir quente!!!